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GM registra 117 mortes por defeito em ignição

Último balanço feito por fundo de compensação da montadora havia reconhecido 13 mortes. Empresa sabia de falha há dez anos antes de fazer recall, em 2014

O número de mortos em consequência de um defeito da ignição em carros da General Motors (GM) subiu para 117 no mundo, segundo o último relatório do fundo de compensação independente da fabricante de veículos. Quando o fundo de compensação, dirigido pelo advogado Kenneth Feinberg, foi estruturado há aproximadamente um ano, a GM havia reconhecido 13 mortes relacionadas com a falha da ignição.

A GM esteve ciente do problema da ignição por mais de uma década antes de começar a fazer o recall de mais de 2,6 milhões de veículos em todo o mundo, em fevereiro do ano passado. Ainda segundo o fundo, 16 mortes ainda estão sendo analisadas.

Em seu último balanço, o fundo informou que, entre as 4.342 reclamações por acidentes com mortos e feridos, 354 eram passíveis de compensação. Houve pelo menos 13 casos confirmados de lesões incapacitantes, tais como danos cerebrais, e 27 dessas reivindicações ainda estão sendo avaliadas. O número de pedidos para hospitalização ou tratamento médico ambulatorial chegou a 224, com 36 pedidos em análise.

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Falha – O defeito mecânico, conhecido desde 2005 pela GM, deu origem a investigações feitas pelo Departamento de Justiça dos EUA, pelo organismo que controla os mercados financeiros (SEC) e pelo Congresso americano.

Em abril, a Justiça americana declarou prescrita a maioria das causas sobre mortes, acidentes e incidentes vinculados a esta falha ocorridas antes da quebra da GM em 2009, quando apresentou um pedido de concordata para evitar uma possível falência. A companhia prevê pagar um milhão de dólares por morte, ao que se somam 300.000 dólares para o cônjuge sobrevivente e 300.000 dólares para cada um dos eventuais beneficiários. Para as vítimas que sofreram alguma sequela física, o valor da indenização varia de 20.000 dólares a 500.000 dólares.

(Com agência France-Presse)