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GM demite quase 600 em fábrica de São José dos Campos

Na linha de produção, fabricavam-se os modelos Meriva e Zafira - que pararam de ser produzidos pela montadora

Por Da Redação 26 mar 2013, 17h54

A General Motors começou demissões de 598 funcionários de uma das linhas de produção do complexo fabril de São José dos Campos (SP). Segundo nota enviada à imprensa, a empresa informou que seguiu os termos do acordo assinado no último dia 26 de janeiro de 2013 com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, na presença de autoridades municipais, estadual e federal. O desligamento envolve empregados da fábrica de automóveis – uma das oito existentes no complexo Industrial da empresa na cidade -, que estavam em lay-off (período de afastamento) desde agosto de 2012.

“A GM nos informou que começou a enviar as cartas de demissão para cerca de 500 funcionários ontem”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros. Além das demissões na unidade, Barros afirmou que GM abriu nesta semana um Programa de Demissão Voluntária na fábrica de São Caetano do Sul (SP). A informação foi confirmada pelo sindicato local.

Os trabalhadores da linha de produção conhecida como MVA da fábrica de São José dos Campos fazem parte de um grupo de 739 funcionários que tiveram contratos de trabalho suspensos em agosto do ano passado. A linha produzia modelos que não foram renovados pela GM e pararam de ser fabricados, como Meriva e Zafira, e está montando atualmente apenas o compacto Classic em volume reduzido.

As demissões informadas pelo sindicato ocorrem em meio ao término, nesta terça-feira, da prorrogação do período de afastamento acertado por empresa e sindicato em janeiro. A GM anunciou no início do ano passado planos para fechar completamente a linha MVA e para demitir 1.840 funcionários.

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“É contraditório o que a GM está fazendo. Existem na fábrica diversos setores com excesso de horas extras. Em segundo lugar, existem cerca de 800 pessoas que estão em vias de aposentadoria. E, em terceiro lugar, veículos que hoje a GM está importando do México e da Argentina poderiam ser produzidos aqui”, disse Barros, também conhecido como Macapá.

Segundo o presidente do sindicato, a GM não poderia promover as demissões, pois vem sendo beneficiada por incentivos concedidos pelo governo ao setor automotivo desde o ano passado, incluindo a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e aumento de imposto de importação. “Essas demissões o governo não pode aceitar”, afirmou. Em julho passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que não cabia ao governo tratar de problemas localizados na companhia.

Barros afirmou ainda que a GM tinha até janeiro um saldo negativo de 1.300 postos de trabalho no Brasil que será ampliado para cerca de 1.800 com as demissões desta semana.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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