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Geração Y: feliz no trabalho, mas de bolso vazio

Levantamento do Bank of America mostra que 35% dos jovens de 18 a 34 anos recebem ajuda financeira dos pais

Por Da Redação - 5 dez 2014, 16h54

Uma das principais diferenças entre a geração Y e as gerações anteriores, em especial os baby-boomers (que nasceram após a Segunda Guerra), é a sua relação com o trabalho. Os jovens que hoje têm de 18 a 34 anos relacionam carreira e satisfação pessoal de forma automática, diferentemente de seus pais, cujo objetivo profissional estava mais alinhado ao dinheiro do que ao prazer. Contudo, pesquisa recente divulgada pelo Bank of America, que ouviu cerca de 1000 jovens da geração Y, mostra que, apesar de mais satisfeitos profissionalmente, eles enfrentam mais dificuldades em se tornar independentes de seus pais. O levantamento Better Money Habbits Millenial Report mostra que 35% dos jovens dependem da renda de familiares e 53% não tem qualquer tipo de aplicação financeira.

O levantamento mostra que a maioria dos jovens da geração ‘millenial’ é otimista em relação ao futuro e espera ter uma vida mais próspera que seus pais. Porém, os jovens não colocam em prática um plano para atingir tal objetivo. “Eles estão confiantes em relação ao futuro, mas estão vivendo dia após dia, sem planos para o longo prazo”, afirma o coordenador da pesquisa, Andrew Plepler. Entre os jovens que possuem alguma poupança, 32% economizam com o objetivo de comprar uma casa, enquanto 33% têm objetivos de curto prazo, como a viagem de férias.

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A pesquisa mostra discrepâncias entre a dependência da geração Y em relação aos pais. O maior porcentual de jovens dependentes se encontra na faixa etária de 18 a 24 anos, em que 48% recebem dinheiro dos pais. Já entre os que possuem entre 25 e 34 anos, apenas 17% contam com o auxílio.

Um dado interessante levantado pelo estudo é que os jovens que dependem da renda de familiares não são, necessariamente, aqueles que vivem com os pais. A pesquisa cita casos de ‘millenials’ que têm salários anuais de mais de 75 mil dólares (195 mil reais) e, mesmo assim, recebem ajuda. Nesse grupo, 25% têm auxílio para pagar compras de supermercado e outros 21%, para roupas. Até mesmo os que estão casados e trabalhando recebem, de alguma forma, renda de familiares: entre eles, 11% têm ajuda para pagar a conta de celular.

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