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GE vende sua divisão de eletrodomésticos a grupo chinês Haier

Com o negócio, fechado por 5,4 bilhões de dólares, centenária General Electric se desfaz de uma de suas principais operações

O conglomerado americano General Electric (GE) anunciou nesta sexta-feira que vai vender sua divisão de eletrodomésticos ao grupo chinês Qingdai Haier por 5,4 bilhões de dólares, em uma das maiores aquisições de uma empresa americana por capitais chineses.

Em comunicado, a GE afirma que a venda recebeu a aprovação da direção da empresa, assim como da Qingdai Haier, mas que os acionistas do grupo chinês e as agências de regulamentação do país asiático também precisam dar seu aval. O grupo americano cederia inicialmente a divisão ao conglomerado sueco Electrolux por 3,3 bilhões de dólares, mas em dezembro, após a rejeição das autoridades americanas de concorrência, anunciou o cancelamento da operação.

Essa transação personifica a natureza transformadora da economia global, com uma centenária companhia vendendo uma de suas principais unidades a uma companhia chinesa que surgiu de uma fábrica de refrigeradores que há 30 anos estava à beira da falência.

A Haier está tentando se tornar uma marca global, enquanto a China tenta concentrar mais a sua economia no consumo, longe da infraestrutura e do modelo que impulsionou o investimento no passado.

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“A empresa chinesa está comprometida com o crescimento do negócio em nível global”, disse o presidente da GE, Jeff Immelt, no comunicado. “A divisão de eletrodomésticos da GE está bem e muitos compradores potenciais se manifestaram, permitindo obter um bom acordo para nossos investidores, clientes e funcionários.”

O grupo chinês teve um volume de negócios de 30,47 bilhões de dólares e ganhos de 15 bilhões em 2014, de acordo com sua página na internet, e tem atividades e clientes em uma centena de países. A Haier comprou as operações da linha branca da companhia japonesa Sanyo em 2011, a primeira aquisição por parte de uma empresa chinesa de um segmento de negócios de um grande fabricante japonês.

(Com AFP)