Gastos das famílias com saúde devem superar R$ 537 bilhões em 2026
Despesas com planos de saúde, consultas, tratamentos e medicamentos devem crescer 7% em relação ao ano passado
As famílias brasileiras deverão desembolsar R$ 537,5 bilhões com saúde em 2026, um crescimento de 7% em relação ao ano passado, segundo levantamento da IPC Maps, empresa especializada em potencial de consumo.
A maior parcela dessas despesas será destinada a planos de saúde, consultas e tratamentos médicos e odontológicos, que devem movimentar R$ 279,7 bilhões. Outros R$ 257,8 bilhões correspondem aos gastos com medicamentos e produtos para curativos.
Os números refletem um mercado que continua em expansão.
Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que o Brasil alcançou 52,9 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares em março deste ano, o maior patamar da série histórica.
A cobertura da saúde suplementar também avançou e já atende cerca de um quarto da população brasileira.
São Paulo lidera consumo
O estado de São Paulo deverá responder por R$ 163,7 bilhões das despesas nacionais com saúde, equivalente a cerca de 30% do total previsto para o país.
Na sequência aparecem Minas Gerais, com R$ 62,5 bilhões, Rio de Janeiro (R$ 51,7 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 35,5 bilhões) e Paraná (R$ 27,7 bilhões).
Farmácias seguem em expansão
O levantamento também aponta crescimento da rede de farmácias. O país ganhou quase 4 mil estabelecimentos em relação ao ano anterior e passou a contar com aproximadamente 127 mil unidades.
A expansão acompanha o aumento da demanda por medicamentos e serviços oferecidos por redes farmacêuticas, como vacinação, exames rápidos e acompanhamento clínico.
Envelhecimento impulsiona demanda
O avanço das despesas ocorre em um contexto de mudanças demográficas. O envelhecimento da população tem elevado a procura por serviços de saúde e por planos privados.
Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), os beneficiários com 50 anos ou mais representam 26,3% dos usuários de planos médico-hospitalares, ante 20% em 2000. Apenas entre 2015 e 2025, o número de clientes com mais de 60 anos cresceu acima de 20%, ritmo superior ao observado no conjunto do setor.
Ao mesmo tempo, a Agência Nacional de Saúde Suplementar limitou em 5,11% o reajuste dos planos individuais e familiares em 2026, o menor índice definido pela agência desde a pandemia, embora esse teto alcance apenas cerca de 7,7 milhões de beneficiários.
A maior parte dos usuários está em planos coletivos, cujos reajustes são negociados entre empresas e operadoras






