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Gasto público abre distância de R$ 1 trilhão sobre Impostômetro

Despesas acumuladas de União, estados e municípios avançam mais rápido em 2026; marca de R$ 3 trilhões foi atingida cerca de 20 dias antes que no ano passado

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 ago 2026, 15h39
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O tamanho da distância entre o que o poder público gasta e o que os contribuintes recolhem em tributos ganhou uma nova marca nesta segunda-feira, 24. O Gasto Brasil, que acompanha as despesas primárias da União, dos estados e dos municípios, superou em R$ 1 trilhão o valor registrado pelo Impostômetro.

A diferença ajuda a dimensionar o ritmo das despesas públicas, embora não possa ser confundida com o déficit fiscal do país. Os dois painéis usam metodologias e universos diferentes: o Gasto Brasil acompanha despesas primárias, enquanto o Impostômetro soma impostos, taxas e contribuições pagos aos três níveis de governo.

Ainda assim, outro dado reforça a aceleração dos gastos em 2026. O Gasto Brasil chegou a R$ 3 trilhões em 15 de julho, cerca de 20 dias antes da referência registrada em 2025. Em 11 de agosto, o painel já contabilizava mais de R$ 3,4 trilhões em despesas desde o início do ano.

A União respondia por quase R$ 1,6 trilhão desse total, ou 46,5%. Os estados acumulavam R$ 926,2 bilhões em despesas e os municípios, R$ 908,1 bilhões.

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Criado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o Gasto Brasil foi lançado em 2025 como uma espécie de contraponto ao Impostômetro. A proposta é permitir que o contribuinte acompanhe, lado a lado, o ritmo da arrecadação e o avanço das despesas públicas.

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