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Futuro do TikTok nos Estados Unidos deve ser decidido neste domingo

Uma audiência sobre o caso está marcada para ocorrer na tarde deste domingo, 27; se não for barrada, a restrição ao app deverá começar às 23h59

Por Eduardo F. Filho - 27 set 2020, 12h31

O impasse entre os Estados Unidos e o aplicativo Tik Tok ganhará mais um capítulo neste domingo, 27. Uma audiência sobre o banimento do app chinês no território americano deve ocorrer durante o dia. Caso a Justiça não haja decisão contrária, a restrição de downloads do programa deverá começar às 23h59. Segundo o presidente Donald Trump, o aplicativo — com 100 milhões de usuários nos EUA — seria uma ameaça a segurança nacional e deveria ser banido do país caso não fosse vendido a empresas americanas – Além do Tik Tok, outro aplicativo de origem chinesa, o WeChat, com mais de 19 milhões de usuários americanos, também está sendo expurgado do continente.

Os dois aplicativos teriam downloads restritos no Android e Iphone na semana passada, porém, a chinesa ByteDance, dona do Tik Tok, ganhou uma semana a mais por ter negociações avançadas com as americanas Oracle e Walmart. Entretanto, com a chegada final do prazo, não foi feito acordos. Na sexta-feira, 25, os EUA se recusaram a conceder ao aplicativo um novo período de tempo para a venda.

Presidente dos EUA, Donald Trump, disse a jornalistas no sábado que aprova o conceito do negócio da Oracle com TikTok Cristobal Herrera-Ulashkevich/EFE

O WeChat, por sua vez, o super app dos chineses, seria banido dos Estados Unidos no último domingo, 20, mas usuários da plataforma entraram na justiça para suspender o bloqueio. Uma juíza da Califórnia atendeu aos pedidos dos fãs do app e disse que “embora a evidência geral sobre a ameaça à segurança nacional” relacionada com a China fosse considerável, a “evidência específica sobre o WeChat era modesta”.

O governo americano recorreu da decisão judicial e pediu que a Justiça permitisse a proibição enquanto o caso segue no tribunal. A juíza tem até o dia 1º de outubro para decidir.

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