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Fusões e aquisições crescem 20% no primeiro semestre deste ano

Negócios movimentam R$ 108,6 bilhões, segundo levantamento da Anbima; número de operações, porém, recuou de 58 para 55

Por da Redação - Atualizado em 24 out 2019, 15h28 - Publicado em 24 out 2019, 15h24

As fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras movimentaram 108,6 bilhões de reais no primeiro semestre deste ano, um volume 20% maior do que o visto no mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Apesar de o volume dos negócios ter aumentado, o número de operações foi um pouco menor, caindo de 58 para 55.

O estudo mostrou que o setor de petróleo e gás respondeu por 44,6% do volume de negócios no primeiro semestre deste ano, liderando as atividades de fusões e aquisições. O desempenho foi puxado pela venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) pela Petrobras, numa transação de 34,2 bilhões de reais. Já em termos de quantidade de operações registradas o setor de energia elétrica foi o líder, com 8 negociações do total de 55 do primeiro semestre. Na sequência, vieram o setor de tecnologia e telecomunicações (6), outros serviços (6) e petróleo e gás (5).

A Anbima apurou também que as atividades de empresas estrangeiras comprando brasileiras responderam por 57,3% do volume de 108,6 bilhões de reais movimentado no primeiro semestre, um aumento relevante em comparação com os 25,3% registrados no mesmo período do ano passado. Outros 19,4% do volume se originaram em aquisições entre empresas brasileiras, 16,6% por empresas estrangeiras vendendo para empresas brasileiras, e 6,8% de aquisições entre empresas estrangeiras.

O banco BTG Pactual liderou o ranking em número de operações de fusões e aquisições, com 11 de 55 no semestre. Depois dele, vieram Itaú BBA e BR Partners, com 8 e 5 negócios, respectivamente. Já em termos de volume movimentado, a liderança foi da BR Partners, com 48,6 bilhões de reais. Na sequência, vieram G5 Partners (38,8 bilhões de reais) e Citigroup (38,1 bilhões de reais).

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(Com Estadão Conteúdo)

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