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Fusão de EADS e BAE pode criar empresa de US$ 49 bi

Nova companhia deverá fabricar jatos comerciais, veículos de transporte militar, tanques, jatos de combate e porta-aviões

A companhia britânica de defesa e segurança BAE Systems e a European Aeronautic, Defence & Space, controladora da Airbus, informaram nesta quarta-feira que negociam uma fusão que pode dar origem a uma gigante europeia do setor de defesa e aeroespacial, com valor de mercado de 49 bilhões de dólares.

A proposta prevê que os acionistas da EADS ficarão com 60% da nova empresa, enquanto os detentores de papéis da BAE Systems ficarão com os 40% restantes. A EADS vai pagar 200 milhões de libras (321,4 milhões de dólares) para seus acionistas antes da conclusão do acordo. Após a fusão, a nova companhia deve fornecer produtos que vão de jatos comerciais a veículos de transporte militar, tanques, jatos de combate e porta-aviões.

A EADS disse que não há certezas de que as conversações resultarão em negócio e afirmou que qualquer acordo terá de ser aprovado pelo conselho da empresa. As implicações do negócio já estão sendo discutidas com vários governos.

A BAE e a EADS preveem que certas atividades de defesa podem ser barradas, tendo em vista sua importância estratégica e no setor de segurança nacional, particularmente nos EUA, país que pode ser um importante mercado para a nova empresa. A fusão das duas companhias resultaria numa líder mundial na fabricação de jatos civis e equipamentos militares, rivalizando com as norte-americanas Boeing Co., Lockheed Martin e Northrop Grumman.

As duas empresas já têm operações significativas nos EUA. A BAE é uma das principais fornecedoras do Pentágono. A Eurocopter, unidade da EADS, vende helicópteros civis e militares em território norte-americano e a Airbus anunciou, no início deste ano, um projeto de abrir um fábrica no Alabama.

Com base em dados de 2011, a empresa resultante da fusão teria receita de cerca de 90 bilhões de dólares, igualmente divididos entre operações comerciais e de defesa, sendo que 40% dos negócios estão na Europa, 21% na América do Norte, 22% na Ásia e 11% no Oriente Médio.

As empresas têm até as 15h (de Brasília) de 10 de outubro para anunciar se chegaram ou não a um acordo de fusão.

(Com Agência Estado)