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Furnas comprará da Camargo Corrêa fatia de hidrelétrica alvo da Lava Jato

Empreendimento envolvido na transação, que não teve valor revelado, foi alvo da Polícia Civil do Rio em 2017; operação foi aprovada sem restrições pelo Cade

Por da Redação - Atualizado em 27 dez 2019, 15h14 - Publicado em 26 dez 2019, 16h43

A estatal Furnas, da Eletrobras, obteve aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para assumir participação adicional na hidrelétrica Serra do Facão, em Goiás, por meio da compra de fatia detida pela Camargo Corrêa Investimentos em Infraestrutura (CCII). A hidrelétrica cuja fatia está sendo adquirida chegou a ser investigada pela Operação Lava Jato.

O negócio é resultado de uma “decisão comercial estratégica” da CCII, que pretende desinvestir de sua parcela na usina “em busca de liquidez para alocação em outros projetos”, segundo parecer do órgão de defesa da concorrência. A operação foi aprovada sem restrições pelo Cade, de acordo com publicação do Diário Oficial da União feita na segunda-feira, 23.

O empreendimento envolvido na transação, que não teve os valores revelados, chegou a ser alvo de investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro em operação lançada em junho de 2017, que investigava possíveis crimes relacionados a Eduardo Cunha (PMDB), ex-presidente da Câmara dos Deputados.

As apurações policiais, um desdobramento da Operação Lava Jato, miravam possível superfaturamento na compra por Furnas de uma participação na usina. O negócio teria sido viabilizado com apoio legislativo de Cunha, segundo a polícia declarou à época.

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Posicionamento de Furnas

De acordo com Furnas, a operação autorizada pelo Cade representa o exercício de preferência previsto em Acordo de Acionista e não tem qualquer relação com fatos passados objeto de investigação. “Desde 2011, Furnas presta esclarecimentos sobre Serra do Facão para órgãos de fiscalização e controle, inclusive com processos junto ao TCU e CGU. A empresa continua à disposição da justiça e é a principal interessada na elucidação da questão”, disse em nota.

(Com Reuters)

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