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FUP busca na Justiça cancelar concessão da Chevron

Por Da Redação
28 mar 2012, 12h37

RIO DE JANEIRO, 28 Mar (Reuters) – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) entrou com uma Ação Civil Pública no Tribunal Regional Federal da 2a Região que busca cancelar a concessão de exploração e produção da Chevron no campo de Frade, na bacia de Campos, após vazamento de petróleo em novembro.

A ação visa reparação de danos ambientais causados pelo vazamento, e não busca indenização financeira.

“A FUP quer a cassação porque a (Chevron) afrontou o povo brasileiro pelas ações no campo de Frade. Eles praticaram uma exploração predatória e ambientalmente incorreta”, disse à Reuters o coordenador da FUP, João Antônio Moraes.

A FUP representa pelo menos 300 mil trabalhadores na indústria de petróleo.

A federação também abriu processo contra a Transocean, empresa operadora da sonda no campo de Frade.

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O processo aberto pela FUP é mais um a ser enfrentado pela petrolífera norte-americana.

Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou a Chevron, a Transocean e mais 17 pessoas por crime ambiental e dano ao patrimônio público em virtude do vazamento de petróleo no campo de Frade.

O MPF pediu também o sequestro de todos os bens dos denunciados e o pagamento de fiança de 1 milhão de reais para cada pessoa e 10 milhões de reais para cada empresa.

Kurt Glaubitz, porta-voz do Chevron no Rio, e o porta-voz da Transocean, Guy Cantwell, em Houston disseram que não têm comentários imediatos sobre o caso, aberto por conta do derramamento de cerca de 2,4 mil barris.

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O vazamento da Chevron representou menos que 0,1 por cento do volume de 4 milhões de barris que vazaram no desastre da BP no Golfo do México em 2010. A Transocean também era a proprietária do equipamento na ocasião. Vazamentos anteriores da estatal Petrobras não geraram processos criminais.

A agência reguladora de petróleo ANP disse em audiência no Senado na semana passada que a Chevron não foi negligente durante a perfuração que provocou o vazamento, uma afirmação que deve ajudar a companhia em suas batalhas legais no Brasil, uma das promissoras fronteiras para o petróleo.

(Por Jeb Blount)

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