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Fundos vão definir futuro de OGX e HRT

Empresas saíram da condição de grandes promessas à de maiores micos

Por Da Redação 28 dez 2013, 08h26

Nos últimos dias de 2013, OGX e HRT voltaram a ter uma rota em comum. As duas companhias – que neste ano saíram da posição de grande promessa à de maiores frustrações do setor de petróleo brasileiro – estão passando ao controle majoritário de fundos estrangeiros. São investidores geralmente movidos por metas de curto e médio prazos, em contraste ao longo período de maturação necessário para os projetos em petróleo. Eles terão papel decisivo no destino das empresas. Nas duas, a venda parcial de ativos foi apresentada nos últimos dias como solução para problemas. É o caso do campo de Polvo, já em negociação pela HRT, ou do campo de Tubarão Martelo, opção de venda para a OGX.

Também já não se descarta no mercado a possibilidade de que, depois de reestruturadas, as petroleiras sejam vendidas e liquidadas. Ambas caminham para a venda, essa hipótese existe, disse o analista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura. Mas o analista faz uma ressalva: o processo de reestruturação deve levar pelo menos dois anos e depender de muitos fatores, como comportamento do mercado e até a sorte na exploração de petróleo. “O fato é que os investidores precisarão recuperar valor e, de alguma forma, recuperar pelo menos parte do dinheiro investido”, disse Pires.

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A última quinzena foi de reviravolta para as duas empresas. A OGX, a ex-queridinha das empresas de Eike Batista, está em processo de recuperação judicial e fechou um acordo preliminar com seus principais credores. Se o acordo for adiante, os credores passarão a controlar 90% da nova empresa, batizada de Óleo e Gás Participações. Os credores são basicamente fundos estrangeiros que trocarão seus títulos de dívida por ações da empresa. Pelo acerto, os atuais acionistas ficam com os 10% restantes, sendo apenas 5% para o fundador Eike Batista, que até o início do ano ainda comandava a empresa.

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Estratégia – Na quinta-feira, a OGX informou que vai procurar seguir uma estratégia de venda parcial de participação para cumprir os investimentos de longo prazo de seu campo de Tubarão Martelo. Também no bloco BS-4, na Bacia de Santos, no qual detém 40% em parceria com Queiroz Galvão (30%, operadora) e Barra Energia (30%), a OGX disse que continuará a procurar financiamento de terceiros. Internamente, a OGX calcula que sua participação no BS-4 valha pelo menos 1 bilhão de dólares (2,34 milhões de reais). É nestes dois ativos que recaem as principais promessas da empresa. Os novos controladores, caso seja aprovado o plano anunciado na noite de Natal, precisarão decidir como administrar a empresa, onde investir os até 215 milhões de reais de aportes, quais projetos serão vendidos e quais serão mantidos para garantir o futuro da empresa.

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O mercado assistiu no último dia 20 à renúncia da maior parte dos conselheiros. Seis pediram para sair, em desacordo com administração do grupo alinhado com o fundador e ex-presidente da companhia, Márcio Mello. Administradores ligados a Mello negociam a possibilidade de venda de uma fatia de 30% do campo de Polvo, na Bacia de Campos, para a norueguesa BW, que já é dona de uma plataforma de produção no local.

Vendas de ativos da HRT nos Solimões (Amazônia) e na Namíbia também não estão descartadas. Depois de catorze poços perfurados sem sucesso a empresa ficou sob pressão imensa do mercado, disse François Moreau, um dos conselheiros que pediu demissão. Também para ele a possibilidade de venda de ativos deve ser estudada. O fato é que hoje, sob nova gestão, a empresa está muito melhor do que seis meses atrás, disse.

(Com Estadão Conteúdo)

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