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Fundos revertem e têm saque de R$ 9,2 bi em abril

Por Aline Bronzati

São Paulo – Os fundos de investimento apresentaram resgates de R$ 9,2 bilhões em abril, depois de cinco meses consecutivos com aplicações líquidas mensais. Os dados foram divulgados na terça-feira pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), depois de serem antecipados pela Agência Estado na semana passada.

O resultado foi influenciado por conta de um único fundo do segmento Corporate, que levou a categoria Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FDIC) a acumular saída líquida de R$ 9,6 bilhões, e de quatro outros fundos multimercados que totalizaram resgates de R$ 4,8 bilhões. Contudo, no acumulado do ano, esses fundos já levantaram mais de R$ 10 bilhões.

O destaque de rentabilidade em abril foram os fundos Renda Fixa Índices que tiveram ganho de 3,42% entre os tipos com patrimônio líquido representativo, estimulado pela perspectiva de maior redução da taxa de juros, conforme a associação. Essa performance fez com que a modalidade mantivesse o melhor desempenho em 12 meses, com rentabilidade de 20,66%.

Os fundos de renda fixa, que tiveram a maior captação líquida da indústria em abril, ao levantarem R$ 2,4 bilhões, registram rentabilidade de 1,02% no mês, acima do CDI, de 0,70%, de acordo com o AE Taxas. No acumulado de 2012, os fundos de renda fixa já captaram R$ 18,4 bilhões.

Enquanto isso, a maioria dos fundos de ações apresentou retorno negativo em abril diante do recuo do Ibovespa. A exceção foram os tipos Dividendos e sustentabilidade/Governança que, junto com o tipo Small Caps, apresentam as maiores rentabilidades acumuladas no ano, de 14,34%, 13,39% e 13,96%, nesta ordem. Os fundos de ações somaram resgates de R$ 668,47 milhões no mês passado, elevando os saques acumulados neste ano para quase R$ 1,5 bilhão.

Em 2012, a indústria de fundos apresenta captação líquida acumulada de R$ 67,8 bilhões, a maior da série histórica para o período, segundo a Anbima. No ranking de investidores, os segmentos com maior crescimento patrimonial foram Poder Público (29%), que reúnem recursos dos municípios, Estados e União, e Corporate (17,2%).