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Fundo da Gávea compra 5% da Odebrecht Óleo e Gás

A empresa de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, acredita que o setor é imune à crise internacional

A Odebrecht Óleo e Gás (OOG) pode abrir capital no futuro

A Gávea Investimentos anunciou nesta quarta-feira seu maior investimento, com a compra de 5% do capital da Odebrecht Óleo e Gás (OOG). “Esse negócio segue a vocação da Gávea, que é prover capital para as empresas crescerem. Ser acionista minoritário de empresas de excelência em setores importantes”, afirmou Armínio Fraga, sócio da Gávea. Atualmente, a gestora de recursos administra 7,5 bilhões de dólares, sendo que o fundo que investiu na empresa de prestação de serviços para o setor de óleo e gás já tem em carteira 1,8 bilhão de dólares. A compra anunciada é a segunda firmada entre a Gávea e a Odebrecht. A primeira foi no setor imobiliário, com a compra em 2010 de uma fatia de 14% da Odebrecht Realizações Imobiliárias.

Para o presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o setor de óleo e gás é imune nesse momento em que a “crise internacional bate à porta.” Segundo ele, a entrada da Gávea dá uma maior flexibilidade financeira para a companhia, que vislumbra uma perspectiva de grande expansão. Desde 2006, a Odebrecht Óleo e Gás já investiu 2,5 bilhões de dólares e outros 2,5 bilhões de dólares serão desembolsados até 2014. A expectativa é que a OOG passe a faturar 1 bilhão de dólares a partir do ano que vem e 1,5 bilhão de dólares após 2014, quando as todas sondas de perfuração estiverem operando. Atualmente, o capital da OOG é formado pela Odebrecht, com 81%, a Temasek (fundo do governo de Cingapura), com 14%, e a Gávea com 5%.

Capital – Marcelo Odebrecht acredita que o caminho natural é a Odebrecht Óleo e Gás (OOG) abrir capital no futuro, mas deixou claro que essa operação não está no radar da companhia no curto e médio prazo. Segundo ele, essa é uma operação que precisa ter por trás um investimento que a justifique.

Atualmente, a OOG só atua no Brasil mas, segundo o presidente da empresa, Roberto Ramos, existem planos de expansão, principalmente para países onde o grupo já tem atuação. Ele citou como exemplo investimentos em Angola, Venezuela e Peru. “Temos três projetos de negócios que estão sendo avaliados e esperamos que em 2012 possam ser concretizados”, revelou.

(Com Agência Estado)