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Fundador do Megaupload critica acusações americanas

Por str 1 mar 2012, 07h34

O fundador do site Megaupload, Kim Schmitz, conhecido como ‘Kim Dotcom’, indiciado por fraude e violação dos direitos autorais, acusou as autoridades dos Estados Unidos de terem montado um caso “enganoso e mal-intencionado” contra ele, e garantiu que não vencerão o processo judicial.

Liberado após o pagamento de fiança na semana passada na Nova Zelândia depois de passar um mês detido, Kim Dotcom demonstrou confiança e disse que vai desmontar as acusações apresentadas contra ele pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e do FBI.

“Para cada e-mail da acusação deles, tenho outros 100 que os desautorizam”, disse Kim Dotcom ao jornal New Zealand Herald em sua primeira entrevista desde que deixou a prisão.

A justiça americana acusa os diretores do Megaupload de terem obtido 175 milhões de dólares com atividades criminosas. Além disso, afirmam que o site provocou um prejuízo 500 milhões de dólares aos proprietários de direitos autorais com cópias piratas de filmes, programas de televisão e outros conteúdos.

Criado em 2005 e com sede em Hong Kong, o site Megaupload, que presumia ter 50 milhões de usuários por dia, foi fechado em 19 de janeiro por ordem da justiça americana.

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Mas Kim Schmitz, um alemão de 38 anos, afirma que as acusações ignoram as provas que mostra que ele tentou pessoalmente impedir os piratas de acessar o Megaupload, e que tinha uma equipe de 20 pessoas encarregadas de retirar do site os conteúdos pirateados.

“Como podem selecionar (a informação) de uma forma tão enganosa e mal-intencionada?”, questionou na entrevista.

“Eu, sentado na minha cela, dizia, Por quê estão fazendo isto? Não podem ganhar”, completou o empresário.

O pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos será examinado em 20 de agosto.

As autoridades americanas afirmaram que pedirão a pena máxima de 20 anos de prisão, no caso de processo nos Estados Unidos.

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