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Funcionários dos Correios voltam a ameaçar greve nacional contra plano de reestruturação

Assembleia nesta quinta-feira deve definir se funcionários cruzarão os braços em setembro em reação às medidas de recuperação da estatal

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 ago 2026, 18h26 | Atualizado em 13 ago 2026, 12h09
Funcionários dos Correios voltam a ameaçar greve nacional contra plano de reestruturação Priorizar nos meus resultados Google

Funcionários dos Correios devem decidir nesta quinta-feira, 13, se entrarão em greve nacional em setembro, em mais um capítulo da disputa com a direção da estatal em torno do plano de reestruturação colocado em prática desde janeiro. A deliberação ocorrerá em assembleia convocada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), que representa os empregados da empresa.

“A entidade também chama os trabalhadores de todo o Brasil para estarem prontos para uma grande GREVE NACIONAL em setembro, caso não haja recuo por parte da direção da empresa e do Governo Federal”, disse a Fentect em publicação em uma rede social

Entre as iniciativas do plano de reestruturação dos Correios está o encerramento de agências, além da venda de imóveis, do programa de demissão voluntária (PDV) e de mudanças no plano de saúde dos funcionários.

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A ameaça de paralisação já havia levado os Correios a interromper temporariamente parte da execução do plano. No começo de julho, a empresa anunciou a suspensão, até 31 de julho, de três medidas: o fechamento de agências, a redução do número de posições de caixa — funções que recebem adicional pela atividade — e a adoção de um sistema para dimensionar a distribuição e buscar maior eficiência nas rotas de entrega. A suspensão, porém, não alcançou outras ações previstas no programa, como a venda de imóveis, o PDV e a reformulação do plano de saúde.

A pausa no fechamento de unidades também não reverteu medidas já executadas. Segundo o material divulgado pela empresa, 256 agências já foram encerradas, enquanto outras 50 estão em estágio avançado do processo de extinção.

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O plano de reestruturação é também a base da operação de crédito de 12 bilhões de reais contratada pelos Correios com cinco bancos no fim do ano passado, com garantia do Tesouro Nacional. Para dar continuidade à recuperação financeira, a estatal negocia ainda uma nova linha de crédito, de 7 bilhões de reais.

Os Correios afirmaram ter criado uma mesa permanente de negociação com as entidades representativas dos trabalhadores. Segundo a estatal, o objetivo é acompanhar a execução do plano e buscar, em conjunto com os funcionários, ajustes e soluções para as medidas que estão sendo implementadas.

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Crítica ao governo federal

Ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Fentect tem feito críticas também ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A Fentect e os sindicatos também têm cobrado do governo federal, que foi quem indicou esse presidente, vindo do Banco do Brasil, que se posicione e esclareça qual é o verdadeiro plano do governo Lula para os Correios do Brasil”, diz a entidade.

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