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Funcionários do Comperj protestam em frente à Petrobras

Trabalhadores protestaram contra problemas que atingem a obra, devido à crise da estatal. Durante a manhã, Ponte Rio-Niterói foi interditada

Após interditarem o tráfego na Ponte Rio-Niterói nesta terça-feira, funcionários de empresas que fazem as obras do Comperj chegaram ao prédio da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro, por volta das 15h30. Um manifestante tentou entrar no local, mas a polícia atirou uma bomba de efeito moral para dispersar a multidão. Nenhuma via foi interditada na região.

Durante a manhã, cerca de 300 funcionários fecharam uma das pistas da Ponte Rio-Niterói. Os manifestantes protestam contra problemas que atingem a obra, em Itaboraí, na região metropolitana do Rio, devido à crise da Petrobras. Por volta das 13h50, o tráfego de veículos foi normalizado em ambos os sentidos da ponte, mas seguia lento, segundo informações da CCR Ponte, concessionária que administra a via. Os trabalhadores adentraram a região central da capital fluminense, em direção à Avenida Francisco Bicalho.

Os manifestantes, que chegaram ao local em ônibus, interromperam o tráfego no sentido Rio de Janeiro causando grande engarrafamento. No sentido Niterói, também se formou um congestionamento, já que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fechou a via por motivos de segurança. A CCR Ponte pede para que motoristas evitem os acessos à Ponte Rio-Niterói até que o trânsito seja normalizado.

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A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial do Município de Itaboraí (Sintramon). “Estamos cansados de sermos tratados como nada! Na hora de construirmos este Brasil temos valor, mas na hora de recompensar devidamente pelo que trabalhamos somos tratados com descaso”, afirmou um manifestante, em uma fala reproduzida pelo perfil do Sintramon no Facebook.

O Comperj é uma das obras envolvidas no escândalo de superfaturamento e favorecimento de empreiteiras que trabalham para a Petrobras. Houve redução drástica no ritmo das obras e corte em pagamentos para os fornecedores e prestadores de serviços, provocando inúmeras demissões.