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Francês processa empresa por achar seu trabalho ‘chato’

Ex-funcionário da Interparfums diz que não tinha o que fazer e pede 1,5 milhão de reais na Justiça; companhia contesta e afirma que funcionário sumiu por seis meses

Por Da Redação 3 Maio 2016, 15h22

Entediado no trabalho? Que tal processar seu empregador? Foi o que fez o francês Frederic Desnard. Ele entrou com processo contra a Interparfums, onde ele trabalhou entre 2010 e 2014, porque, alega ele, seu trabalho era muito chato.

Desnard, de 44 anos, trabalhou na empresa, fabricante e distribuidora de perfumes de grandes grifes, entre 2010 e 2014. Ele afirma que, por ser muito maçante, seu emprego, do qual foi feito demitido há dezoito meses, o fez sofrer de tédio. Os acontecimentos teriam sido a origem de graves problemas emocionais e de saúde.

“Ele sofria de severa depressão e teve um acidente de trânsito causado por um ataque epiléptico (…) Ele entrou em coma e estava em licença médica”, disse Montasser Charni, advogado de Desnard, como registrou o site da rede americana CNN. Desnard quer ser indenizado em 360.000 euros (o equivalente a 1,5 milhão de reais) pelo sofrimento.

Oficialmente, Desnard atuava como “diretor de serviços gerais” e recebia 3.500 euros por mês (14.300 reais) – “para fazer nada”, afirma o advogado. No processo, o ex-funcionário afirma que, a despeito do título de sua função, seus superiores o chamavam de “o menino” e pediam a ele para fazer suas tarefas pessoais, como buscar seus filhos em aulas de esportes.

Por fim, argumenta Desnard em sua ação, havia tão pouco a fazer que seus chefes o mandaram para casa. Eles o chamariam quando fosse necessário – mas o telefonema nunca ocorreu. Segundo o advogado de Desnard, causar enfado é uma forma de assédio.

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A empresa contesta as afirmações de Desnard. “Nós refutamos todas as acusações”, disse Cyril Levy-Pey, diretor de comunicação da empresa. Segundo ele, Desnard nunca foi chamado “o menino” ou quaisquer outros nomes humilhantes.

“Ele já não estava tão motivado depois de vários anos e, apesar de nossas tentativas de lhe dar tarefas, ele se ausentou por mais de seis meses (…) Foi por isso que ele foi demitido em 2014”, disse o diretor.

O caso será avaliado por um tribunal de Paris. A decisão é esperada para o fim de julho.

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(Da redação)

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