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França será aliada de Guido Mantega em ‘guerra cambial’

Recente valorização do euro preocupa exportadores franceses e o país deve propor uma ação cambial coordenada entre os países do G20

Por Da Redação 11 fev 2013, 12h05

A “guerra cambial” chegou aos países ricos. Por isso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai ganhar um aliado inesperado esta semana, na reunião do G-20 na Rússia, em seu apelo por uma coordenação internacional sobre taxas de câmbio: a França.

Diante da valorização do euro, Paris já prevê a perda de competitividade de suas exportações, justamente no momento em que a Europa busca nos mercados externos sua recuperação. Diante dessa ameaça, a França vai propor nesta segunda-feira à zona do euro que uma política de câmbio seja formulada e, no fim da semana, vai pôr o assunto na pauta da reunião do G-20, que se realiza em Moscou.

Há três anos, Mantega vem insistindo que a injeção de trilhões de dólares por países ricos para incentivar uma recuperação estava, na prática, sendo canalizada para mercados emergentes como o Brasil e provocando pressão sobre o câmbio. O resultado: dificuldades ainda maiores para exportar e gastos do BC para manter o real.

Em diversas visitas da presidente Dilma Rousseff pela Europa, seus apelos por uma coordenação dos países foram ignorados. A chanceler Angela Merkel chegou a indicar que o problema era brasileiro e que, ao colocar 1 trilhão na economia do bloco, a UE não estava avaliando o que ocorreria no resto do mundo, mas sim salvando sua casa de um desmoronamento.

Agora, porém, os europeus começam a sofrer com a valorização do euro. Com os sinais de retomada, é a vez de a moeda única ser alvo de investidores, o que atrapalha as exportações. A Europa também critica a suposta desvalorização competitiva que o Japão estaria realizando justamente para animar as vendas externas de sua indústria.

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Enfraquecer euro é “inadequado”

As taxas de câmbio deveriam ser estabelecidas pelos mercados financeiros e qualquer esforço para desvalorizar o euro é “inadequado”, disse nesta segunda-feira a ministra das Finanças da Austria, Maria Fekter. “O mercado é fundamentalmente quem decide. Um enfraquecimento artificial da moeda é inadequado”, afirmou a ministra, antes de se encontrar com ministros da zona do euro. A ministra disse que os dirigentes europeus estão preocupados com as políticas adotadas em outras regiões.

(Com Estadão Conteúdo)

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