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Ford diz que novo regime dará competitividade ao setor

Vice-presidente da Ford Brasi acredita que governo teve cuidado para dar flexibilidade a países que têm acordos específicos na área automotiva

Por Da Redação 4 out 2012, 11h53

O vice-presidente da Ford Brasil, Rogélio Golfarb, disse que o novo regime automotivo, anunciado nesta quinta-feira pelo governo federal, cria grandes desafios para todo o setor, mas as novas regras estão no caminho certo para levar a indústria a ganhar competitividade no cenário mundial. De acordo com ele, o Inovar-Auto impôs um objetivo de conteúdo local para a produção que instiga a indústria automotiva a produzir no Brasil a tecnologia de ponta existente no restante do mundo. “O novo regime automotivo é positivo. Cria um nível de desafio razoável para a indústria, mas um desafio necessário”, disse a jornalistas.

De acordo com Goldfarb, essa tecnologia de ponta está baseada em áreas em que o Brasil ainda terá de se desenvolver, como a eletrônica. “O desafio é produzir localmente a tecnologia de ponta vista no mundo. Esta tecnologia, seja ela de conectividade, de segurança ou eficiência energética, está amplamente baseada na área da eletrônica, que ainda vamos ter de desenvolver”, disse.

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Sobre eficiência energética, Goldfarb afirmou que a Ford já possui a tecnologia necessária para atingir as metas do Inovar-Auto previstas no decreto publicado nesta quinta-feira em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Mas essa tecnologia ainda é cara e pouco disponível no País. “Como adequar a tecnologia a um carro popular? Esse é um grande desafio”, diz.

O vice-presidente da Ford Brasil afirmou, ainda, que o governo federal tomou cuidado, na edição das regras para o setor automotivo, para resguardar os acordos internacionais. Peças e partes com origem nos países do Mercosul são consideradas conteúdo local, necessário para abater o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Perguntado sobre se o novo regime viola regras de comércio internacional, Goldfarb disse que houve cuidado para dar flexibilidade a países com os quais o Brasil não possui acordos específicos na área automotiva. Ele citou as cotas de importação. “Na questão sobre violar ou não regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), cada um vai olhar sob a sua ótica, esse debate vai acontecer. Mas o governo teve muito cuidado em criar mecanismos que honrassem acordos existentes.”

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(com Agência Estado)

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