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Focus eleva previsões para inflação e câmbio em 2011

Por Fernando Nakagawa

Brasília – Na média, o mercado financeiro elevou as previsões para a inflação em 2011 e reduziu as estimativas para 2012. De acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, a média das expectativas dos analistas para o IPCA em 2011 subiu de 6,49% para 6,51% e, assim, voltou a ficar acima do teto permitido pelo regime de metas de inflação, que é de 6,50%.

Para 2012, a média das previsões foi em direção contrária e recuou de 5,45% para 5,41%. Para 2013, a média também caiu e passou de 5,06% para 5,04%.

Ao mesmo tempo, a previsão para o patamar do dólar no fim deste ano foi elevada. De acordo com a pesquisa, a mediana das expectativas para a taxa de câmbio no fim de dezembro de 2011 subiu pela segunda vez seguida e passou de R$ 1,79 para R$ 1,80. Há um mês, o mercado previa câmbio em R$ 1,75.

Para 2012, porém, foi mantida a expectativa de que a taxa deve recuar e a moeda norte-americana deve terminar o próximo ano sendo trocada de mãos a R$ 1,75. Essa aposta foi mantida pela nona pesquisa consecutiva.

Para o câmbio médio, a previsão para 2011 manteve-se em R$ 1,66 pela quarta semana seguida e, para 2012, avançou um centavo, de R$ 1,75 para R$ 1,76. Há um mês, as apostas para o dólar médio estavam em R$ 1,66 neste ano e em R$ 1,75 em 2012.

IGP-DI

As previsões para a inflação medida pelos IGPs em 2012, por sua vez, foram reduzidas. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das estimativas para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) no próximo ano caiu de 5,24% para 5,19%. Já para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a expectativa para 2012 recuou de 5,29% para 5,19%. Há um mês, analistas apostavam em altas de 5,19% para o IGP-DI e de 5,26% para o IGP-M.

Para 2011, a expectativa para o IGP-DI caiu de 5,75% para 5,65%. Há quatro semanas, analistas esperavam alta de 5,73%. Para o IGP-M, a previsão para este ano também recuou, de 5,75% para 5,64%, abaixo dos 5,75% previstos um mês atrás. O IGP-M é usado como referência para o reajuste em muitos contratos de aluguel e em algumas tarifas públicas.

A pesquisa também mostrou que a estimativa para o IPC-Fipe em 2012 foi em direção contrária e subiu de 5,18% para 5,21%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 5,11% para o índice. Para 2011, a previsão para a inflação ao consumidor em São Paulo seguiu inalterada em 5,68%, ante 5,58% observados quatro semanas atrás.

Economistas mantiveram ainda a estimativa para o aumento em 2012 do conjunto dos preços administrados – as tarifas públicas – em 4,50% pela quarta semana seguida. Para 2011, a expectativa de alta seguiu em 6,00%, também pela quarta pesquisa consecutiva.

Déficit

A pesquisa mostra ainda melhora das estimativas para o déficit em transações correntes do Brasil. No levantamento divulgado com atraso nesta manhã, a mediana das estimativas para o saldo negativo em conta corrente em 2012 caiu de US$ 68,15 bilhões para US$ 68 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit também recuou e passou de US$ 54,53 bilhões para US$ 54,30 bilhões. Há um mês, a expectativa de rombo das contas externas estava em US$ 68,63 bilhões no próximo ano e em US$ 55 bilhões em 2011.

A pesquisa também mostrou que a expectativa de superávit comercial em 2012 subiu de US$ 17 bilhões para US$ 17,45 bilhões. Para 2011, a projeção subiu pela terceira semana seguida e passou de US$ 28,70 bilhões para US$ 28,77 bilhões. Quatro pesquisas atrás, o mercado previa saldo comercial positivo de US$ 18,90 bilhões no próximo ano e de US$ 28 bilhões em 2011.

A Focus mostrou ainda ligeira elevação das estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011, de US$ 60 bilhões para US$ 60,1 bilhões. Há um mês, a previsão era de US$ 60 bilhões em investimentos estrangeiros produtivos. Para 2012, a aposta de entrada de IED seguiu em US$ 54 bilhões, mesmo patamar observado um mês antes.