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FMI vê melhora na economia de Portugal, mas reformas ainda são necessárias

Apesar da taxa desemprego permanecer elevada, acima de 15%, perspectivas para o curto prazo no país são positivas

Por Da Redação 21 abr 2014, 13h57

As perspectivas econômicas de Portugal no curto prazo estão melhorando à medida que seu resgate internacional se aproxima de um fim. O país, no entanto, deve manter reformas para evitar uma nova dívida crescente, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta segunda-feira. Embora o desemprego em Portugal permança “perturbadoramente alto”, acima de 15%, “a perspectiva de curto prazo continua a melhorar e o programa (de resgate) continua num bom caminho”, afirmou o FMI. “A atividade e o emprego continuam a exceder as expectativas”, completou.

O programa de resgate da União Europeia e do FMI deve terminar formalmente em 17 de maio, mas a análise da última avaliação, a ser realizada no próximo mês, e os pagamentos das parcelas do empréstimo continuarão até o final de junho.

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Cenário – A recuperação econômica de Portugal começou no ano passado. O fato do déficit orçamental do país ter ficado em 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, abaixo do limite de 5,5%, contribui para o cumprimento da meta deste ano, de 4% do PIB.

O FMI, entretanto, disse que o governo português precisa manter seus gastos fortemente sob controle ao mesmo tempo que as necessidades de financiamento permanecem grandes e o crédito para a economia ainda precisa ser desbloqueado. Segundo a organização, é preciso facilitar a contratação e demissão de trabalhadores no país, além de encorajar custos de energia mais competitivos para ajudar a reequilibrar a exportação.

(com agência Reuters)

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