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FMI reduz previsões de crescimento mundial, afetado pela zona do euro

Em relatório semestral divulgado nesta segunda-feira, Fundo mudou perspectiva de expansão em 2012 de 3,5% para 3,3%

Por Da Redação - 8 out 2012, 21h38

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu novamente nesta terça-feira suas previsões de crescimento mundial para 2012, a 3,3% contra 3,5% em julho, devido principalmente à crise na Europa que se mantém como “a maior ameaça” para a economia do planeta. Em seu relatório semestral de previsões divulgado em Tóquio no início de sua assembleia geral anual, o FMI revisou igualmente para baixo suas previsões para 2013 (3,6% contra 3,9%), em um momento no qual o alto desemprego continua golpeando “muitas partes” do mundo.

O Brasil, principal motor da região latino-americana, foi prejudicado pelas péssimas condições externas, mas também pela lentidão do impacto de medidas monetárias e fiscais para estimular o crescimento, apesar de que arrancaram em agosto de 2011, segundo a entidade multilateral. Quanto a América Latina e o Caribe, a região perde força ante a incerteza mundial e seus próprios problemas internos, e por isso crescerá 3,2% este ano (3,9% em 2013), disse o FMI.

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Em suas previsões, o FMI ressaltou que a atividade dos países emergentes continuará sendo sólida, apesar de uma ligeira desaceleração observada recentemente na China, Índia e Brasil, produto em parte da crise da zona euro. O Fundo voltou a falar que os governos de Europa e Estados Unidos devem atuar frente aos riscos de redução da situação econômica.

“Os riscos de desaceleração têm aumentado e são consideráveis”, disse o relatório. “A questão crucial é saber se a economia mundial atravessa simplesmente uma nova zona de turbulências (…) ou se a desaceleração atual se prolongará”, disse o Fundo, ao estipular que a resposta neste momento se encontra não só nas mãos dos governos da Europa, mas também dos Estados Unidos.

Europa – A União Europeia (UE) deve tomar medidas para “conseguir uma união bancária e uma melhor integração orçamentária” e buscar o saneamento de suas finanças públicas, disse o Fundo. O organismo também pede para que a UE implemente o Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEE), que foi anunciado nesta segunda-feira, para resgatar os países mais fragilizados da zona euro.

Em caso de inatividade, diz o Fundo, os sinais positivos despertados pelo recente anúncio do Banco Central Europeu (BCE) de um plano de compra de dívida de países da eurozona em dificuldades, podem se tornar passageiros.

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Estados Unidos – Os Estados Unidos, por sua vez, devem “eliminar rapidamente a ameaça” do chamado “precipício fiscal”, uma situação que seria gerada ao término do ano caso os legisladores não modifiquem um mecanismo que por lei dispara automaticamente fortes cortes do gasto e aumentos de impostos para os norte-americanos a partir de janeiro de 2013. “Caso os legisladores (norte-americanos) fracassem (em entrar em um acordo para evitar esta eventualidade), a economia norte-americana pode voltar a cair em uma recessão com consequências catastróficas para o resto do mundo”, diz o Fundo.

Os desequilíbrios mundiais têm diminuído, disse o FMI, que enfatizou que os excedentes comerciais de vários países da Ásia com o resto do mundo continuam sendo “muito fortes”, enquanto suas moedas continuam frágeis, em uma alusão ao baixo valor do yuan chinês.

(com Agence France-Presse)

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