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FMI prevê queda de 1,5% no PIB do Brasil em 2015

Instituição financeira também reviu a projeção do crescimento da economia global, de 3,5% para 3,3%

O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou nesta quinta-feira a projeção de encolhimento do nível da atividade econômica brasileira neste ano. Segundo relatório da instituição, a previsão do PIB, que antes estava em queda de 1%, foi revista para um recuo de 1,5%. Para 2016, a estimativa foi reduzida de alta de 1% para 0,7%.

Esta não é a primeira vez que o FMI ajusta para baixo as expectativas para o desempenho da economia do país em 2015. No relatório de janeiro, a projeção do PIB era de alta de 0,3%. No ano passado, as estimativas eram ainda mais otimistas. Em abril de 2014, ela estava em crescimento de 2,7%.

O FMI também reduziu sua previsão para o crescimento econômico global em 2015: de 3,5% para 3,3% em relação ao relatório de abril. Apesar disso, as perspectivas de expansão econômica do mundo em 2016 permanecem intactas, em 3,8%, a despeito da crise da dívida grega e da recente volatilidade nas bolsas chinesas.

Em nota, a entidade explicou que o crescimento nos mercados emergentes deve desacelerar de 4,6% em 2014 para 4,2% neste ano, fundamentalmente impactado pela queda no preço de commodities e condições mais apertadas de financiamento externo, particularmente na América Latina. Neste caso, o texto cita nominalmente o Brasil.

Para justificar a projeção menor para o crescimento global, o FMI atribuiu boa parte da culpa às perspectivas da economia dos Estados Unidos. O PIB americano teve uma forte contração no primeiro trimestre, afetado por nevascas excepcionalmente pesadas, um dólar valorizado e paralisações nos portos da Costa Oeste. Segundo a instituição financeira, a economia dos Estados Unidos deve crescer 2,5% neste ano.

O fundo também manteve suas previsões para uma retomada no crescimento na zona do euro, apesar de a Grécia caminhar cada vez mais para o calote e para uma possível saída do bloco de moeda única. “Os desenvolvimentos na Grécia não resultaram, até agora, em qualquer contágio significativo”, disse o FMI. “Uma ação de política oportuna deve ajudar a gerenciar tais riscos se forem se materializar”, completou.

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(Da redação)