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FMI: emergentes precisam responder à turbulência com reformas

Em relatório divulgado nesta quarta-feira na Austrália, Fundo recomenda aperto monetário para economias que, como o Brasil, não fizeram as reformas necessárias

Por Da Redação - 19 fev 2014, 16h49

Em relatório divulgado nesta quarta-feira em Sidney, na Austrália, às vésperas do encontro dos ministros das Finanças e diretores dos bancos centrais dos países do G20, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que os países emergentes afetados pela redução dos estímulos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) precisam responder à turbulência com reformas que não foram feitas nos tempos de bonança econômica.

O relatório aponta que as economias que mais preocupam os investidores são Turquia, Argentina, Ucrânia, África do Sul e Índia, que mostram sinais de instabilidade não só econômica, mas também política.

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Sobre o Brasil, o Fundo reiterou a desaceleração da economia e a necessidade de reformas, sobretudo, na política fiscal, mas não posicionou o país como principal alvo de vulnerabilidade ao fim dos estímulos, como fez o Fed, em relatório divulgado dias atrás. “Economias onde a inflação é ainda relativamente alta, ou onde a credibilidade tem sido colocada em xeque, há uma necessidade contínua de aperto monetário para fortalecer a estrutura econômica”, afirmou o Fundo, em nota.

O Fundo ainda lançou o alerta para o impacto da mudança da matriz econômica chinesa no mundo e afirmou que o risco de deflação nos países europeus continua alto.

A reunião de ministros das Finanças e integrantes de bancos centrais ocorrerá em 22 e 23 de fevereiro. O ministro Guido Mantega havia confirmado presença, mas desmarcou nesta quarta-feira. Já Alexandre Tombini, presidente do BC, comparecerá ao evento.

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