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FMI diz que sistema financeiro chinês precisa avançar nas reformas

Por Da Redação 15 nov 2011, 00h48

Pequim, 15 nov (EFE).- A complexidade do sistema financeiro chinês, que tende mais para regulação e supervisão, aumenta sua vulnerabilidade e precisa de reformas para obter um crescimento estável e sustentado, afirmou nesta terça-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Fundo destacou em comunicado que, entre as reformas necessárias, o Governo deve deixar de utilizar o sistema bancário para desenvolver a política e permitir que as decisões creditícias sejam feitas com critério comercial.

Também deve utilizar medidas de política monetária adaptadas ao mercado e de taxas de juros como instrumento principal na expansão do crédito em lugar das medidas administrativas.

Um relatório sobre a avaliação do setor financeiro chinês, publicado hoje pelo FMI e pelo Banco Mundial (BM), destacou o perigo da deterioração da qualidade do crédito por sua rápida expansão, da queda dos preços imobiliários e da exposição de despesas e receita financeiras.

‘Os bancos chineses e o setor financeiro são saudáveis, mas as autoridades devem resolver suas vulnerabilidades’, afirmou por videoconferência entre Pequim e Washington o subdiretor do departamento monetário e de capitais do FMI, Jonathan Fiechter.

‘A grande poupança e o alto nível de liquidez da atual estrutura cria também o risco de uma má adjudicação do capital e da formação de bolhas, principalmente no setor imobiliário’, considerou Fiechter.

O relatório destacou que as principais reformas devem incluir o avanço na ampliação de mercados e serviços, o impulso da concorrência saudável entre os bancos e a diminuição do papel do Governo em utilizar o sistema bancário para desenvolver objetivos da política governamental.

As autoridades chinesas deveriam também impulsionar a melhora da infraestrutura financeira, fortalecer os sistemas de acordos e pagamentos e a defesa do consumidor a fim de fortalecer a estabilidade financeira do país, tarefa para a qual o FMI está disposto a prestar cooperação técnica, frisou o Fundo. EFE

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