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FMI aumenta os poderes de voto dos países emergentes

Concessões da Grã-Bretanha, França e Arábia Saudita beneficiaram China, Coreia do Sul e Índia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira a reforma da divisão do direito a voto, cujo princípio foi adotado pelos estados membros em abril de 2008. A reforma refere-se ao direito ao voto e à transferência de cotas – a contribuição permanente dos estados membros às finanças do FMI – de países desenvolvidos a outros, principalmente emergentes.

Dessa forma, Grã-Bretanha, França e Arábia Saudita fizeram um importante gesto em benefício de China, Coreia do Sul e Índia, que estavam pouco representados. Essa nova divisão será aplicada graças à ratificação interna de um número suficiente de estados membros da instituição. “Felicito nossos membros por terem feito o necessário”, declarou o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, em nota.

No entanto, o trabalho dos estados membros ainda não terminou, lembrou Strauss-Kahn, que sugeriu passar “para a etapa seguinte do processo” de reajuste, dando aos países influência junto ao FMI, de acordo com seu peso na economia mundial. Em dezembro, os 187 estados membros adotaram uma nova reforma da divisão do direito ao voto e uma duplicação das cotas. Esta deve ser ratificada da mesma forma, internamente, por pelo menos 113 dos países que integram o FMI, ou seja, um apoio de 85%.

(com AFP)