Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

FMI adverte contra vulnerabilidade do sistema financeiro da China

Relatório do Fundo Monetário Internacional aponta que a interferência do governo na atividade dos bancos dificulta a aplicação de regras de mercado

Por Da Redação 15 nov 2011, 10h54

O FMI convocou as autoridades chinesas a permitir que os bancos emprestem com base em critérios comerciais, e não políticos

O sistema financeiro da China está exposto a títulos de créditos ruins, à explosão do crédito não regulado e à queda dos preços do setor imobiliário, advertiu nesta terça-feira o Fundo Monetário Internacional, que defendeu reformas importantes. Em seu primeiro informe dedicado à avaliação do sistema financeiro da segunda maior economia mundial, o FMI considera que a grande interferência governamental na atividade dos bancos dificulta a aplicação de mecanismos de mercado e a boa governança. O rápido crescimento dos empréstimos desde a crise financeira mundial de 2008 provocou um endividamento em massa de diversas empresas e governos locais, que podem tornar-se insolventes se a desaceleração do crescimento e a queda dos preços do setor imobiliário prosseguir, considera o Fundo.

O setor financeiro continua sendo, por enquanto, “robusto em conjunto”, mas devem ser corrigidas uma má alocação dos empréstimos e outras deficiências, segundo Jonathan Fiechter, vice-diretor do departamento de Mercados de Capitais e Monetários do FMI. “A estrutura existente permite uma economia e níveis de liquidez altos, mas também cria o risco de uma má alocação de capital e de uma formação de bolhas”, particularmente no setor imobiliário, segundo Fiechter, que dirigiu a equipe responsável pelo programa de avaliação do setor financeiro chinês.

A China é um dos 25 “países de importância sistêmica”, que concordou com avaliações obrigatórias ao menos uma vez a cada cinco anos, ressalta o FMI, que publica uma lista de 29 recomendações para melhorar o sistema financeiro do país. O Fundo convocou as autoridades chinesas a permitir que os bancos emprestem com base em critérios comerciais, e não políticos, ou a utilizar instrumentos de mercado, como as taxas de juros, para regular o volume de empréstimos, em vez de medidas administrativas.

(Com Agence France-Presse)

Continua após a publicidade
Publicidade