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Fluxo de dólares ao Brasil recua 47,4% no 1º trimestre

Em março, o fluxo cambial ficou positivo em 5,740 bilhões de dólares

O Brasil registrou no primeiro trimestre deste ano saldo positivo no fluxo cambial de 18,7 bilhões de dólares, valor 47,4% inferior ao do mesmo período de 2011, informou nesta quarta-feira o Banco Central. A diferença entre os dólares que ingressaram no Brasil e os que saíram do país nos três primeiros meses do ano passado ficou em 35,5 bilhões de dólares no primeiro trimestre do ano passado. Na avaliação de analistas, a queda é reflexo das ações do governo e do Banco Central para conter a entrada de dólares no país por meio de operações de curto prazo no mercado financeiro.

O saldo cambial é a diferença entre a entrada e a saída de divisas do país tanto pela conta comercial (exportação e importação de produtos e serviços) quanto pela financeira (investimentos estrangeiros, remessas de lucro e dividendos, entre outros).

Em março, o fluxo cambial ficou positivo em 5,740 bilhões de dólares, um patamar ligeiramente superior ao registrado em fevereiro, quando 5,705 bilhões de dólares ingressaram no Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC).

A entrada de dólares no mês passado, porém, teve perfil diferente do visto nos dois primeiros meses do ano. Em março, a conta financeira registrou saída líquida de 291 milhões de dólares, após entrada 9,086 bilhões de dólares registrada no primeiro bimestre por essa via.

A inversão de sinais aconteceu porque as saídas somaram 32,830 bilhões de dólares e superaram os ingressos de 32,538 bilhões de dólares. A saída de dólar pela via financeira coincide com a adoção de medidas mais fortes pela equipe econômica para conter a valorização do real.

O BC também informou que a conta comercial acumulou entrada líquida de 6,032 bilhões de dólares no mês passado, quase o dobro do que o resultado de fevereiro, que foi de 3,520 bilhões de dólares. Em março, as exportações alcançaram 22,719 bilhões de dólares e superaram a saída de 16,687 bilhões de dólares para pagamento das importações.

(Com Agência Estado e EFE)