A receita econômica de Milei que Flávio Bolsonaro quer importar para o Brasil
Daniella Marques diz que o país terá 'revogaço' de normas caso o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro saia vitorioso
Caso eleito presidente da República em outubro, Flávio Bolsonaro (PL) vai se inspirar no governo do ultraliberal Javier Milei, na Argentina, para revogar uma série de normas e promover uma agenda de desburocratização. A afirmação é da coordenadora econômica da campanha bolsonarista, Daniella Marques.
“A gente já tem mais de mil normas (mapeadas para revogar)”, disse em evento do grupo Esfera Brasil com grandes empresários, nesta segunda-feira, 14, em São Paulo. “Usando um pouco de inspiração no que foi feito no governo do Milei, na Argentina”, afirmou Marques.
Marques, que foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), também disse que o governo atual, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, criou novos tributos e será tarefa do próximo governo bolsonarista revogá-los, além das mil normas infralegais. O vocabulário adotado pela campanha de Flávio Bolsonaro é de “revogaço” de normas e “tesouraço” no gasto público.
A coordenadora econômica da campanha diz que, se eleito, Flávio não vai promover mudanças significativas em programas sociais, como o Bolsa Família, mas vai levar adiante a agenda de privatizações tocada pelo pai. Durante o evento do Esfera, Marques citou o caso dos Correios, cuja privatização estava na agenda antes de Lula voltar à Presidência, e não descartou uma eventual privatização do Banco do Brasil. Ela diz que “mais de 20 estatais” podem ser sujeitas a um processo de privatização.







