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Fitch reduz rating grego por risco de saída de bloco

NOVA YORK, 17 Mai (Reuters) – A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou nesta quinta-feira o rating de crédito da Grécia de “B-” para “CCC”, citando o elevado risco de o país ter que deixar a zona do euro.

O fato de os políticos gregos não terem conseguido formar um governo destaca a falta de apoio público e político para um programa de austeridade, informou a Fitch em comunicado explicando a redução das notas de dívida de longo prazo da Grécia em moeda estrangeira e local.

Se as eleições não resultarem em um mandato para um novo governo que continue com as medidas de austeridade, uma saída da Grécia da união monetária seria “provável”, completou a Fitch.

“Uma saída grega provavelmente resultaria em default generalizado no setor privado, assim como em títulos soberanos denominados em euro, apesar de um peso moderado da dívida soberana após a reestruturação dos títulos do governo grego em março”, acrescentou o comunicado.

Cada vez mais preocupados com o futuro da Grécia na zona do euro, credores estrangeiros e correntes políticas têm intensificado alertas para os riscos de corte na ajuda internacional ao país caso Atenas não consiga promover as reduções de gastos previstas no último pacote de resgate.

A Fitch havia tirado a Grécia da zona de default em março, dando ao país um rating especulativo “B-“. A agência foi a primeira entre as principais a excluir o país desse território depois de uma troca da dívida que reduziu o montante devido por Atenas em quase um terço, em cerca de 100 bilhões de euros.

Esta havia sido a primeira vez que o rating da Grécia tinha registrado uma melhora desde o início da crise da dívida na Europa, no fim de 2009. No entanto, a agência de classificação de risco observou na ocasião que havia risco significativo e material de default.

A Moody’s atribui à Grécia nota “C”, e a Standard & Poor’s classifica o país como “CCC”.

(Reportagem de Rodrigo Campos e Luciana Lopez)