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Fitch rebaixa rating da Telefónica de A- para BBB+

É improvável que a empresa seja capaz de reduzir seu investimento em bens de capital nos próximos anos, alerta a agência de classificação de risco

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating de probabilidade de inadimplência do emissor (IDR) de longo prazo da Telefónica e sua subsidiária O2, de A- para BBB+. A agência também reviu para baixo o rating dos bônus seniores sem garantia emitidos pela Telefónica Europe, para BBB+, e o rating das ações preferenciais da Telefónica Finance USA, para BB+. O IDR de curto prazo da Telefónica foi reafirmado em F2. As perspectivas para os IDRs são estáveis.

“A combinação do valor de 7,5 bilhões de euros pagos pela Vivo, o impacto das condições econômicas e as metas públicas definidas para dividendos por ação sugerem que a alavancagem da Telefónica vai permanecer elevada por algum tempo. Tanto no fim de 2010 quanto no fim do primeiro semestre de 2011, a alavancagem ajustada em relação aos compromissos foi de 2,5 vezes. A Fitch prevê que a alavancagem vai se manter ou ficar perto desse nível em 2012”, disse Stuart Reid, diretor sênior da Fitch europeia. A maioria das empresas com rating A- tem uma alavancagem não ajustada perto de duas vezes.

É improvável que a Telefónica seja capaz de reduzir seu investimento em bens de capital (capex) nos próximos anos. A previsão de aquisições continua a pesar sobre os planos de investimento – especialmente o leilão no Reino Unido previsto para 2012 e na América Latina e Espanha, em 2011.

A companhia declarou publicamente seu compromisso em investimentos na rede na América Latina. Na visão da Fitch, isso é significativo, dado o ambiente competitivo em mercados como o Brasil, onde o crescimento de mercado tanto na linha de celular quanto na linha fixa permanece disponível para operadores com a melhor qualidade de rede.

Enquanto a companhia continua a registrar crescimento na Europa e América Latina, seus negócios na Europa devem ser afetados pelas crescentes incertezas econômicas. As operações domésticas na Espanha apresentaram significativa contração e estão suscetíveis a permanecer assim em razão do ambiente econômico e em particular de uma das maiores taxas de desemprego na zona do euro.

(com Agência Estado)