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Fitch rebaixa nota da Petrobras e coloca empresa em perspectiva negativa

Nota da estatal foi cortada de BBB para BBB-; mudança deve afetar capacidade da empresa de financiar sua dívida

Por Da Redação 3 fev 2015, 15h30

A agência de classificação de riscos Fitch rebaixou nesta terça-feira os ratings da dívida da Petrobras em moeda estrangeira e local para “BBB-” ante “BBB”, e simultaneamente colocou a petroleira em perspectiva negativa. Ou seja, na próxima revisão da nota, que deve ocorrer no próximo trimestre, há nova possibilidade de rebaixamento.

A agência destacou que o rebaixamento reflete incertezas crescentes e prolongadas sobre a capacidade da empresa de estimar e registrar baixas contábeis de maneira apropriada, em meio a denúncias de que os ativos teriam sido sobrevalorizados por atos de corrupção.

Na prática, a nota das agências de risco serve como uma chancela para investidores interessados em comprar papéis da estatal. Quanto mais baixa, maior é o risco ao qual o detentor do título da empresa está exposto. Isso significa que, caso a Petrobras precise captar recursos no mercado financeiro, terá de pagar retornos cada vez maiores aos investidores. Segundo a Fitch, o rebaixamento dos ratings da Petrobras afeta cerca de 50 bilhões de dólares (ou 130 bilhões de reais) em dívidas emitidas pela empresa. O endividamento total da estatal chega a 300 bilhões de reais.

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Na noite de segunda-feira, outra agência de classificação de risco, a Standard & Poors, afirmou que a falta de aval de uma auditoria externa no balanço da Petrobras não implicaria num rebaixamento da nota. Isso porque a S&P já havia cortado o rating da empresa para BBB- em 2014.

Apesar do rebaixamento, a estatal ainda não foi colocada no grupo de empresas consideradas “junk”, que, no jargão dos analistas, estão no patamar de grau especulativo. Ou seja, seus títulos são considerados arriscados para o mercado de capitais. A razão para a manutenção da Petrobras na categoria de grau de investimento é justamente o respaldo que a empresa tem do governo federal, que poderá intervir caso a empresa precise de injeção de capital e não seja capaz de conseguir recursos pelos meios tradicionais.

O rebaixamento da Fitch mostra uma mudança rápida de postura da própria agência de classificação de risco. No último dia 27, quando a estatal divulgou seu balanço não auditado pela consultoria PricewaterhouseCoopers, a agência afirmou que o documento não era suficiente para causar um rebaixamento da nota da empresa.

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