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Fitch rebaixa classificação de risco da OGX

Petrolífera de Eike Batista gastou US$ 350 milhões em leilão da ANP, mesmo após perder 62% em valor de mercado em menos de cinco meses

Por Da Redação - 18 Maio 2013, 08h58

A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou nesta sexta-feira a nota da OGX, petroleira do empresário Eike Batista, e indicou haver risco de nova revisão negativa no curto prazo. De acordo com a Fitch, o rebaixamento de B para B- reflete a preocupação com a liquidez da OGX por causa do arremate de 13 blocos exploratórios no último leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP), mesmo após a empresa perder 62% de seu valor de mercado neste ano.

No leilão da ANP, a empresa gastou cerca de 190 milhões de dólares pela concessão das áreas de exploração de petróleo, valor que tem que ser pago nos próximos meses. Os investimentos mínimos nos blocos chegam a 350 milhões de dólares nos próximos cinco anos, o que vai pressionar ainda mais as necessidades financeiras da OGX�, diz a Fitch. A recente decisão da companhia de vender 40% do Campo de Tubarão Martelo para a Petronas é considerada positiva pela Fitch, mas não grande o suficiente para cobrir as necessidades de financiamento da OGX.

Desafios – A agência destacou ainda que a petroleira continua a enfrentar desafios operacionais, como dificuldades técnicas em poços de exploração de petróleo. Após os recentes acontecimentos, a Fitch ajustou a produção de óleo e gás natural da OGX considerada no cenário-base para cerca de 10 mil barris de óleo equivalente por dia em 2013, 46 mil barris no ano que vem e 94 mil em 2015.

A agência também reduziu a previsão do lucro obtido antes da dedução de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da OGX para, aproximadamente, 1,5 bilhão de dólares até 2015, ante projeção anterior de ganhos de 2 bilhões de dólares. Além disso, a Fitch projeta fluxo de caixa negativo para a empresa nos próximos três anos, destacando o alto risco à liquidez da OGX. No primeiro trimestre de 2013, a empresa registrou prejuízo de 804 milhões de reais.

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De acordo com levantamento da consultoria Economatica, a OGX foi a empresa de capital aberto que teve a maior queda porcentual em valor de mercado neste ano: 62,79%. Em valores nominais, as perdas da petrolífera chegaram a 8,9 milhões de reais – com isso, a OGX foi a segunda empresa com a maior desvalorização financeira no período.

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(com Estadão Conteúdo)

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