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Fiemg cobra esclarecimentos sobre episódios envolvendo STF

Entidade que representa mais de 75 mil indústrias mineiras cobra apuração independente de episódios envolvendo ministros da Corte

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 set 2026, 16h47 | Atualizado em 9 set 2026, 17h03
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A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) divulgou nesta quarta-feira, 9, um manifesto em que cobra esclarecimentos sobre os recentes episódios envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), ministros da Corte, agentes públicos e interesses privados. A entidade representa mais de 75 mil indústrias mineiras. Sem citar nominalmente os envolvidos, o manifesto da FIEMG foi divulgado pouco depois de suspeitas a respeito da relação entre o ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e o vaivém da exoneração de Andei Rodrigues do comando da Polícia Federal, inicialmente determinada pelo ministro André Mendonça em meio a uma disputa interna no STF.

No documento, a Fiemg defende que os fatos sejam apurados de forma independente e sem proteção corporativa. A entidade também manifesta apoio a uma iniciativa de 13 ex-ministros do STF, que pediram ao presidente da Corte a realização de uma sessão pública para discutir a apuração dos acontecimentos. O manifesto reproduz o pedido dos ex-ministros: “designe, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas.”

A federação afirma que eventuais conflitos de interesse, suspeições ou irregularidades envolvendo magistrados devem ser investigados segundo os mesmos princípios aplicáveis aos demais cidadãos. “A toga confere autoridade para fazer cumprir a Constituição. Não confere impunidade”, afirma o texto.

A Fiemg também relaciona o tema ao ambiente eleitoral e econômico. Segundo a entidade, a percepção de que decisões judiciais possam favorecer determinados grupos ou atingir adversários pode aumentar a polarização e gerar insegurança para empresas e investidores.

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Para a federação, a atividade econômica depende de segurança jurídica e previsibilidade institucional. “O setor produtivo não pede privilégios. Não pede proteção. Pede Justiça. Pede imparcialidade. Pede transparência.”. A entidade pede ainda que eventuais crimes e irregularidades comprovados resultem nas sanções previstas em lei, sejam administrativas, civis ou penais.

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