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FGV aponta recuo de 0,1% do PIB brasileiro no 1° trimestre

Essa seria a primeira retração após oito trimestres de avanços no desempenho da economia do país

O produto interno bruto (PIB) brasileiro, que soma todos os bens e serviços produzidos no país, recuou 0,1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado, segundo o Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta sexta-feira, 17.

Se confirmada a retração em relação ao quarto trimestre de 2018, será a primeira queda no PIB após oito trimestres de avanços. “Esse cenário é desanimador quando se constata que os oito trimestres anteriores não estimularam uma retomada significativa da economia após a recessão de 2014-2016”, diz a nota divulgada pela FGV, assinada pelo pesquisador Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB.

Sob a ótica da demanda, a queda foi puxada pelos investimentos, que recuaram 1,9%. As exportações também caíram (-1,4%). Apresentaram crescimento o consumo das famílias (0,3%), consumo de governo (0,4%) e as importações (0,8%).

Na comparação do primeiro trimestre com o mesmo período do ano passado, houve alta de 0,5%, puxada pelo consumo das famílias, que avançou 1,6% ante os três primeiros meses de 2018, conforme o Monitor do PIB.

Em março, a previsão da FGV é que a economia brasileira sofra retração de 0,4%, com relação a fevereiro. Já em comparação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,7% causada por desempenho ruim nas três grandes atividades econômicas sendo, principalmente, explicada pelo desempenho da indústria que caiu 5% no mês.

A queda de 0,1% nos três primeiros meses do ano, comparada ao último trimestre do ano passado é, apesar de negativa, mais otimista do que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, divulgado na quarta-feira 15 pelo Banco Central. Segundo o dado, o desempenho econômico do país deve sofrer queda de 0,68% nos primeiros três meses de 2019.

Na quinta-feira 16 o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse à Comissão Mista de Orçamento no Congresso que o órgão ficou “decepcionado com o resultado do crescimento.”

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)