Ferrari elétrica é arrematada por US$ 40 milhões e bate recorde em leilão
Primeiro exemplar do Luce foi vendido em certame beneficente e se tornou o carro novo mais caro já negociado
O primeiro carro totalmente elétrico da Ferrari acaba de ganhar um preço à altura da exclusividade da marca: 40 milhões de dólares. Uma versão única do Ferrari Luce foi arrematada durante um leilão beneficente da RM Sotheby’s, realizado na Monterey Car Week, na Califórnia, e estabeleceu o recorde de carro novo mais caro já vendido em um leilão.
O valor chama ainda mais atenção quando comparado à estimativa inicial. Antes do evento, o exemplar tinha uma avaliação superior a 1,1 milhão de dólares. O lance vencedor ficou, portanto, mais de 36 vezes acima da referência estabelecida pela casa de leilões. O recorde anterior para um carro novo vendido em leilão também pertencia à Ferrari: em 2025, um Daytona SP3 personalizado havia alcançado 26 milhões de dólares.
O modelo vendido não é uma unidade comum do Luce. Chamado de “Chassis 0”, ele é o primeiro chassi de produção do primeiro veículo 100% elétrico da Ferrari e recebeu uma configuração exclusiva por meio do programa Tailor Made, divisão da fabricante dedicada à personalização de seus automóveis. O exemplar tem acabamento desenvolvido especialmente para o veículo, incluindo pintura Madreperla Semi-Gloss e interior personalizado. A combinação transforma o automóvel não apenas em um veículo de luxo, mas em uma peça de coleção ligada a um momento histórico da Ferrari: sua entrada definitiva no mercado de carros totalmente elétricos.
O comprador não teve a identidade divulgada e também não levará o carro imediatamente para a garagem. A entrega está prevista apenas para 2027.
O resultado do leilão também aconteceu poucos meses depois de o Luce ter provocado uma reação dividida entre consumidores, analistas e fãs tradicionais da Ferrari. Apresentado em maio, o modelo rompeu com a tradição da marca de utilizar motores a combustão e chegou ao mercado com preço inicial de 550 mil euros. O lançamento chegou a pressionar as ações da Ferrari em Milão, que caíram mais de 8% após a apresentação. Entre as críticas estavam o desenho considerado pouco convencional para os padrões da marca e a própria mudança para uma motorização totalmente elétrica.
Apesar da reação inicial, a Ferrari afirmou posteriormente estar satisfeita com a procura pelo Luce, embora não tenha divulgado números específicos de encomendas. A companhia também elevou sua projeção de resultados para 2026 no mês passado, apoiada pela demanda por modelos de produção limitada.







