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Feriado em SP reduz giro e dólar balcão sobe 0,28%

Por Silvana Rocha

São Paulo – Com o fechamento da BM&FBovespa hoje por causa do feriado na cidade de São Paulo, houve negócios com dólar apenas no segmento de balcão em bancos que abriram em outras praças do estado e do País. Contudo, com a ausência de grandes traders e instituições financeiras, o volume de negócios foi bem reduzido.

De acordo com o AE dados, durante a sessão, o dólar à vista operou entre a estabilidade, cotado a R$ 1,7550, e alta de 0,57%, na máxima de R$ 1,7650 (+0,57%) no balcão. No fechamento, a moeda à vista desacelerou a alta para 0,28%, cotada a R$ 1,760. No mês, a divisa acumula baixa de 5,83%. O volume financeiro registrado hoje só será informado pelo Banco Central por volta das 18 horas. A taxa Ptax calculada pelo Banco Central, no entanto, encerrou com leve baixa de 0,10%, em R$ 1,7632.

Um operador de tesouraria de um banco disse que o dólar reduziu o ganho à tarde, reagindo à subida das bolsas norte-americanas e do euro em relação ao dólar, após o Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve informar que o juro nos EUA seguirá excepcionalmente baixo ao menos “até o fim de 2014”, em vez de meados de 2013, como anunciado na reunião de novembro. O Fomc decidiu manter a taxa dos Fed Funds na faixa de zero a 0,25% e a taxa de redesconto, em 0,75%.

Por volta das 16h30, o euro recuperou o patamar de US$ 1,31, mas em seguida desacelerou e, às 16h38, estava em US$ 1,3093, ante US$ 1,3037 no fim da tarde de ontem e após registrar mais cedo hoje uma mínima de US$ 1,2931.

Além disso, os agentes financeiros acompanharam sem entusiasmo as discussões sobre a reestruturação da dívida da Grécia e os dados econômicos da zona do euro. A Alemanha destacou-se com a venda de títulos de 30 anos com o menor yield na era do euro e o aumento do índice IFO de que mede a confiança das empresas.

Um operador disse que o dólar subiu pelo segundo dia e a formação de preço daqui para a frente vai levar em conta a meta do Ministério da Fazenda de crescimento do PIB brasileiro este ano de, no mínimo 4%, o que implicaria em estímulos à produção interna e passaria por um dólar mais valorizado ante o real.