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Fed vê crescimento de 2,25% nos EUA no 1ºtri–Dudley

Por Walter Brandimarte

SYRACUSE, NY, 12 Abr (Reuters) – O desempenho decepcionante do mercado de trabalho dos Estados Unidos em março mostra que é muito cedo para concluir que a economia está fora de perigo, apesar de meses de dados econômicos encorajadores, disse nesta quinta-feira o presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley.

O Fed está reunindo mais dados para determinar se o relatório de emprego fora do setor agrícola do mês passado, que mostrou que a economia acrescentou menos postos de trabalho do que o esperado, foi apenas um revés relacionado ao clima ou um sinal de que a recuperação está perdendo força novamente, disse Dudley.

Independentemente de possíveis efeitos relacionados ao tempo, a atividade econômica ainda não está se expandindo com a rapidez suficiente para reduzir o afrouxamento da economia, destacou Dudley. Ele estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos crescerá a uma taxa anual de 2,25 por cento durante o primeiro trimestre.

Como um influente membro votante do comitê de política monetária do banco central, Dudley aparentemente deixou a porta aberta para medidas adicionais de estímulo, pois observou que os dados econômicos também “parecem melhores neste momento em 2010 e novamente em 2011, apenas piorando mais tarde nesses anos.”

Sinais de que a recuperação econômica está perdendo fôlego incentivaram o Fed a lançar nos últimos anos duas rodadas de medidas de estímulo monetário, conhecidas como “quantitative easing”. As apostas de uma terceira rodada aumentaram mais uma vez após o mais recente relatório de emprego.

“O relatório de março sobre o mercado de trabalho, que foi divulgado na sexta-feira passada, pode refletir a anterior influência positiva do clima ameno sobre a criação de emprego em janeiro e fevereiro, embora outras interpretações menos otimistas também sejam plausíveis”, disse Dudley em comentários preparados para serem entregues em uma conferência em Syracuse, Nova York.

Na quinta-feira, a vice-presidente do Fed, Janet Yellen, disse que mais afrouxamento monetário poderia ser justificado se a economia continuar num ritmo mais lento do que o esperado.