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Fed considerou expansão da compra de títulos, revela ata

Por Da Redação 12 out 2011, 16h40

WASHINGTON (Reuters) – Autoridades do Federal Reserve (Fed) consideraram uma nova rodada de compras de títulos, entre outras ferramentas, para atenuar as condições financeiras em um cenário de fragilidade da economia, mostrou nesta quarta-feira a ata da reunião de setembro da cúpula do banco central norte-americano.

“A maior parte dos membros concorda que as revisões da previsão econômica garantiram alguma acomodação adicional da política monetária para apoiar uma recuperação mais forte”, informou a ata.

Autoridades do Fed discutiram o afrouxamento de mecanismos que vão desde a recalibragem de seu portfólio até o alongamento de sua maturidade média e mais pressão sobre as taxas de juros de longo prazo –o que eles eventualmente fizeram– para fornecer uma orientação explícita sobre suas metas para o mercado de trabalho.

O Fed, em sua mais recente reunião, alertou para riscos significativos à já enfraquecida economia e lançou um novo plano para reduzir custos de empréstimos de longo prazo e para impulsionar o combalido mercado de moradias.

Duas autoridades do Fed pediram ações mais enérgicas, enquanto três se abstiveram a quaisquer novas medidas, segundo a ata. Três autoridades discordaram da decisão do Fed.

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O banco central norte-americano tem tentado achar uma maneira de desencadear uma recuperação mais forte e reduzir a taxa de desemprego nos EUA, a qual permaneceu em 9 por cento em setembro pelo quinto mês seguido.

Desta forma, o Fed cortou as taxas de juro overnight para perto de zero em dezembro de 2008 e comprou 2,3 trilhões de dólares em títulos para incentivar a economia.

Ao avaliar a variedade de opções disponíveis para eles no mês passado, diversas autoridades do Fed sentiram que a compra de títulos era a iniciativa mais potente que o banco central poderia adotar.

As autoridades do Fed decidiram que precisariam de mais tempo para estudar os potenciais efeitos colaterais de uma queda na taxa de juros que a instituição cobra dos bancos sobre o excesso de reservas.

(Por Mark Felsenthal)

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