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Fazenda diz que spread para pessoa física é muito alto

Por Célia Froufe e Renata Veríssimo

Brasília – O Ministério da Fazenda escreveu claramente que está insatisfeito com o nível do spread (diferença entre o custo que os bancos têm na captação de recursos no mercado e a taxa cobrada dos consumidores), principalmente para Pessoa Jurídica. “Ainda é muito alto no Brasil”, resumiu no boletim Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado hoje pelo Ministério. “O spread bancário para o segmento corporativo ainda se encontra em patamar historicamente elevado”, afirmaram técnicos da Fazenda. Nos últimos dois anos, informam, houve apenas um “leve recuo” de 0,2 ponto porcentual em 2010 e de 0,4 ponto porcentual no ano passado.

No documento anterior, relativo ao período de agosto a outubro, a Pasta apresentou os dados, mas não fez nenhum comentário qualitativo sobre o indicador. “O spread incentiva a realização de captações externas por empresas brasileiras que possuem acesso ao mercado internacional”, destaca agora o documento. Em janeiro, o Tesouro Nacional abriu as portas para captação externa, seguido por empresas como Vale e Itaú, entre outros.

Além disso, o Ministério previu a continuidade da redução desses spreads para as pessoas físicas com o atual ciclo de queda dos juros e flexibilização de parte das medidas macroprudenciais anunciadas em novembro do ano passado. “O spread bancário para pessoas físicas, apesar de ainda elevado na comparação com outras economias, permanece em nível historicamente baixo”, disseram os técnicos. No últimos seis anos, de acordo com o boletim, o spread recuou 9 pontos porcentuais, atingindo, no final do ano passado, a marca de 34 pontos porcentuais.