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Fabricante de grandes empresas aposta em cabelos e mira R$ 100 milhões com nova frente

Sinter Futura investe em nova fábrica após entrar em mercado que movimentou R$ 35,3 bilhões no Brasil em 2025

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 set 2026, 10h24 | Atualizado em 23 set 2026, 11h25
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Conhecida pela fabricação de sabonetes para empresas como Natura e O Boticário, a Sinter Futura está entrando em uma nova categoria para diversificar um negócio que fatura cerca de 500 milhões de reais por ano. A companhia aposta agora no mercado de produtos para cabelos e projeta que a nova frente possa representar até 20% de sua operação no curto prazo, o equivalente a aproximadamente 100 milhões de reais considerando a receita atual.

A mudança ocorre em meio à expansão do mercado brasileiro de cuidados capilares. A categoria movimentou 35,3 bilhões de reais em 2025, crescimento de 9% em relação ao ano anterior, segundo dados da Euromonitor International fornecidos pela empresa. A projeção é que esse montante alcance 45,4 bilhões de reais em 2028, avanço de 28,6% em três anos.

O Brasil ocupa atualmente a terceira posição entre os maiores mercados consumidores de produtos para cabelos do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China. É nesse segmento que a Sinter pretende ampliar uma operação construída ao longo de mais de três décadas em torno dos sabonetes. Atualmente, a companhia fabrica cerca de 30 milhões de unidades por mês e divide sua receita praticamente pela metade entre marcas próprias, Farnese, Cloy e Gipsy, e a produção para outras empresas.

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A estreia em cabelos acontece inicialmente pela Farnese. Foram desenvolvidos 19 produtos, entre shampoos, condicionadores e finalizadores, direcionados a diferentes tipos e necessidades dos fios. O desenvolvimento levou cerca de um ano. “Entrar no mercado de cabelos exige outra tecnologia, novos equipamentos e uma leitura muito mais segmentada do consumidor. A diversidade dos cabelos brasileiros cria espaço para formulações específicas, mas elas precisam chegar ao varejo com escala e preço acessível”, afirma Breno Grou, CEO da Sinter Futura.

Nova fábrica para acelerar expansão

A entrada na categoria também exigirá uma mudança na estrutura industrial da companhia. A Sinter está construindo uma fábrica dedicada a produtos líquidos, que será utilizada tanto para suas marcas próprias quanto para fabricação para terceiros. A nova unidade terá capacidade inicial para produzir 5 milhões de itens por mês operando em apenas um turno. Segundo a empresa, os equipamentos utilizados atualmente na fabricação de sabonetes não poderiam simplesmente ser adaptados à nova categoria.

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A ambição é fazer dos produtos capilares uma parcela relevante do negócio. Além de chegar a até 20% da operação no curto prazo, a companhia projeta que as vendas da categoria possam superar as de sabonetes dentro de cinco anos. O crescimento do mercado externo também entra nessa conta. As exportações brasileiras de shampoos, condicionadores e tratamentos capilares aumentaram 29,8% em 2025, para 301 milhões de dólares, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior compilados pela Abihpec. A categoria respondeu por 28,4% dos 1,061 bilhão de dólares exportados pela indústria de beleza e cuidados pessoais naquele ano.

O valor exportado em produtos capilares foi ainda 77,1% superior aos 170 milhões de dólares movimentados pelos sabonetes, justamente a categoria em que a Sinter concentrou historicamente sua produção.

A empresa também pretende aproveitar uma estrutura de distribuição já estabelecida. Segundo a companhia, seus produtos estão presentes em 80% dos 100 maiores varejistas do setor de alimentos do país, com uma rede de mais de 100 representantes.

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