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Exposição de investidores a mercados emergentes cai ao menor nível desde 2001

Receio diante do arrefecimento da economia da China e expectativas de fortalecimento do dólar afastaram investidores

Por Da Redação 16 jul 2013, 18h33

Em julho, a exposição dos investidores a ações de mercados emergentes atingiu o seu nível mais baixo desde novembro de 2001, com o receio diante do arrefecimento da economia da China e expectativas de fortalecimento do dólar, mostrou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Bank of America Merrill Lynch. Os investidores preferiram Estados Unidos e Japão para seus investimentos. A alocação em ações dos EUA subiram ao maior nível desde junho de 2012.

A pesquisa mensal de gestores de fundos do Bank of America Merrill Lynch também mostrou que os investidores aumentaram os níveis de caixa em uma tentativa de aliviar os riscos, que subiram a 4,6%, ante 4,3% em junho, segundo a pesquisa, com 178 gestores de fundos, com ativos combinados sob gestão de 482 bilhões de dólares.

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A China é hoje a maior preocupação para os investidores, de acordo com a pesquisa. Cerca de 65% dos entrevistados esperam agora um crescimento mais fraco da China. Na segunda-feira, a China divulgou que cresceu 7,5% entre abril e junho, mostrando uma desaceleração no ritmo da segunda maior economia do mundo. Contudo, o resultado foi bem recebido pelo mercado, que esperava um crescimento menor.

Esta é uma inversão dramática na comparação com dezembro, quando 67% dos investidores esperavam um crescimento mais forte na segunda maior economia do mundo.

Dólar – Para 83% dos investidores, o dólar vai se valorizar nos próximos 12 meses, o maior nível da história da pesquisa, que começou em abril de 2001. No Brasil, o Boletim Focus desta semana mostrou que os analistas consultados pelo Banco Central apostam que o dólar chegará ao final de 2013 a 2,20 reais e, em 2014, será cotado a 2,30 reais.

(com agência Reuters)

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