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Exportações caem quase 10% em julho

Vendas de manufaturados, semimanufaturados e básicos recuaram no mês ante igual período de 2011. Ainda assim, balança teve superávit de US$ 2,8 bi

Por Da Redação 1 ago 2012, 15h33

A balança comercial brasileira registrou um superávit de 2,879 bilhões de dólares em julho, resultado de exportações de 21,005 bilhões de dólares e importações de 18,126 bilhões de dólares. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O saldo comercial é 8,3% menor que o de julho de 2011, quando somou 3,138 bilhões de dólares.

O declínio do superávit decorreu principalmente da retração nas vendas externas. Nos embarques ao exterior, a média diária foi de 954,8 milhões de dólares, o que representa uma queda de 9,9% em relação ao quinto mês do ano passado. Já a média diária das importações foi de 823,9 milhões de dólares, com queda de 9,5% na mesma base de comparação.

Categorias – As exportações brasileiras registraram diminuição, aliás, nas três categorias de produtos nos cinco primeiros meses deste ano. Na comparação com o mesmo período de 2011, as vendas externas de manufaturados caíram 2% e as de produtos básicos, 2,9%. A retração nas exportações de semimanufaturados no acumulado de 2012 foi ainda maior: 7,5%.

As vendas brasileiras caíram 18,4% para a Argentina e 7% para a Europa. Por outro lado, as exportações do Brasil para os Estados Unidos cresceram 14,4% de janeiro a julho quando comparado com os sete primeiros meses de 2011. Os dados foram divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

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Greve da Receita – A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, explicou que o resultado da balança em julho foi afetado pela greve da Receita Federal e da Anvisa. “Os resultados deste mês precisam levar em conta estes aspectos”, afirmou em entrevista. Ela acredita que a média diária do comércio exterior deve melhorar no próximo mês, ao final da greve. No entanto, Tatiana não espera melhora expressiva nos dados globais, já que o cenário externo tem levado à retração dos mercados.

De acordo com a secretária, tem ocorrido embarques sem regularização, como de minério de ferro e outras commodities. Tatiana explicou que a averbação do registro das exportações é feita pela Receita e somente após esse processo é que o embarque passa a ser contabilizado na estatística de comércio exterior.

O secretário executivo do MDIC, Alessandro Teixeira, disse que a paralisação afeta o registro tanto de embarques quanto de desembarques. Segundo ele, no entanto, é difícil mensurar o impacto. “Se reduziu muito ou pouco, se as importações foram mais atingidas do que exportações, não dá pra dizer e separar o efeito”, afirmou, embora admita que as compras externas possam ser as mais atingidas.

Na semana passada, a Receita disse que não haveria impacto nas exportações. Teixeira afirmou que o MDIC irá esperar o fim da greve para avaliar se terá que rever, para baixo, a metade exportações para este ano.

Saldo anual – De janeiro a julho, a balança comercial acumulou um saldo positivo de 9,949 bilhões de dólares, o que representa uma queda de 38,2% em relação ao mesmo período de 2011. As exportações no período somaram 138,219 bilhões de dólares, com média diária de 940,3 milhões de dólares. Conforme os dados divulgados pelo MDIC, as vendas externas tiveram queda de 1,7% em valores absolutos em relação aos sete primeiros meses de 2011 e de 3% pela média diária.

Nas importações, o valor registrado no acumulado de 2012 é de 128,270 bilhões de dólares, um aumento de 3,1% sobre o mesmo intervalo de 2011 – recorde histórico para o período. A média diária das importações do ano está em 872,6 milhões de dólares, o que significa uma alta de 1,7% ante o mesmo período do ano passado.

(com Agência Estado)

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