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Exportação de carne bovina fresca aos EUA cai 45% em junho

As exportações totais brasileiras de carne de boi 'in natura', no entanto, cresceram em volumes e valores no mês

Por Da redação 3 jul 2017, 20h35

As exportações brasileiras de carne bovina “in natura” aos Estados Unidos passaram de 19 milhões de dólares em maio para 10,4 milhões de dólares em junho, queda de cerca de 45%, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira.

Os EUA suspenderam os embarques do produto brasileiro no dia 22 de junho, alegando problemas sanitários.

Para o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação, Herlon Brandão, no entanto, a suspensão da compra deverá ter impacto mínimo nas exportações brasileiras.

Segundo ele, o país é um pequeno mercado consumidor de carne “in natura”, e a liderança brasileira no mercado global do produto não deve ser ameaçada num cenário de oferta restrita em todo o planeta. O Brasil é o maior exportador global de carne bovina.

Os negócios do produto “in natura” com os EUA só começaram no segundo semestre do ano passado e ainda representam um percentual pequeno em relação ao total que o Brasil exporta —2%, de acordo com Brandão.

Tradicionalmente, o país vende carne industrializada para o mercado norte-americano, cujas exportações não foram afetadas.

“O Brasil é o maior exportador mundial e existe oferta restrita no mundo. A carne brasileira é aceita em mais de 160 países. A suspensão vai afetar vendas pontualmente para os Estados Unidos, que apenas este ano começaram a importar carne ‘in natura’ do país, mas deve ter um impacto limitado no mercado como um todo”, disse Brandão.

De janeiro a junho, o Brasil já embarcou 14 mil toneladas de carne fresca para os Estados Unidos, que totalizaram 59 milhões de dólares. No ano passado, o país tinha vendido apenas 121 mil dólares de carne “in natura” para os consumidores norte-americanos.

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Brandão destacou que uma missão do governo brasileiro irá aos Estados Unidos neste mês para negociar o fim do embargo. “Eu não tenho detalhes, mas isso vai ser negociado”, afirmou ele a jornalistas.

Já as exportações totais de carne bovina “in natura” pelo Brasil cresceram em volumes e valores em junho deste ano na comparação com maio e em relação ao mesmo mês do ano passado.

Ao todo, o Brasil exportou para todos países em junho o equivalente a 422,3 milhões de dólares de carne “in natura”, ante 382,8 milhões de dólares em maio e 379,6 milhões em junho de 2016, segundo a Secex.

 

Primeiro semestre

No primeiro semestre deste ano, o Brasil exportou 3,1 milhões de toneladas de carnes frescas e industrializadas que renderam 6,9 bilhões de dólares. O valor exportado subiu 4,3% em relação aos 6,6 bilhões de dólares registrados no mesmo período do ano passado. A quantidade, no entanto, caiu 6,5% na comparação com os 3,3 milhões de toneladas vendidas nos seis primeiros meses de 2016.

Em relação às carnes “in natura”, as exportações da suína saltaram 29% no primeiro semestre. As vendas de frango subiram 7,3%, mas as de carne bovina caíram 2%. Segundo Brandão, esse recuo deve-se ao Egito, terceiro maior comprador de carne bovina brasileira, que enfrenta uma crise cambial e está importando menos do resto do mundo.

“A situação da carne bovina ‘in natura’ está atrelada ao Egito, que era o terceiro maior destino no ano passado. Por causa de restrições cambiais, a venda de carnes bovinas para lá caiu 56,8% no primeiro semestre”, explicou o diretor do ministério.

(Com Reuters e Agência Brasil)

 

 

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