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Expectativa vs. Realidade: Indústria fecha início do ano abaixo das projeções, aponta CNI

esquisa revela que a maioria dos empresários enfrentou demanda fraca e recuo nas encomendas no primeiro quadrimestre

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jul 2026, 13h50
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Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta sexta-feira, 03, revela que quase 52% das empresas participantes da consulta relatam que o desempenho produtivo no primeiro quadrimestre de 2026 foi abaixo das projeções traçadas no fim do ano passado.

O levantamento destaca que a maioria dos empresários (74%) atribui o rendimento mais fraco, principalmente, às condições da economia brasileira. Mais da metade dos entrevistados (57,2%) afirmou que a demanda interna foi inferior ao imaginado; além disso, 53,2% indicaram recuo nos pedidos e encomendas entre os meses de janeiro e abril. Porém, esse desempenho contrasta com os sinais positivos observados pelo IBGE, que calcula avanço da indústria de 1,4% no acumulado até maio.

Os participantes da pesquisa apontam que os altos custos globais das matérias-primas e o elevado endividamento corporativo causaram esses impactos severos nos negócios nacionais, fatores que ajudam a explicar o clima atual entre os industriais e as profundas incertezas em relação ao futuro do setor.

Para Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, os dados “reforçam um estado bastante crítico da indústria de transformação, uma vez que parte significativa das empresas consultadas não enxerga novos impulsos positivos sobre a sua atividade – considerando produção, demanda, emprego e decisões de investimento –, ainda que esse início de ano tenha mostrado alguns indicadores favoráveis”, afirma.

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Diante deste contexto adverso, os entrevistados adotam uma postura cautelosa em relação às estimativas de crescimento para o restante de 2026, sendo que 37,4% disseram que ainda é cedo para avaliar; já 30,4% acreditam que o avanço deve se sustentar parcialmente, embora com riscos; apenas 15,5% avaliam que a alta vai se sustentar; e os 9,8% restantes acham que o crescimento é pontual ou temporário.

A pesquisa da CNI demonstra que, a despeito de resultados positivos isolados, os empresários ainda se sentem pressionados por um ambiente de negócios que limita a atração de novos investimentos.

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