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Ex-XP tenta barrar, na Justiça, operação de saída do Itaú da corretora

David Curley ajudou a montar a divisão da corretora em Nova York e, sete anos depois de sua saída da XP, volta a pedir indenização

Por Josette Goulart Atualizado em 21 dez 2020, 15h47 - Publicado em 21 dez 2020, 15h36

Um velho conhecido da XP Investimentos está de volta tentando tumultuar os negócios dos sócios da corretora. David Curley, que ajudou a fundar a divisão da corretora em Nova York, entrou com um pedido na Justiça de São Paulo nesta segunda-feira, 21, para que o juiz interfira no processo da criação da Newco. A Newco é resultante de um processo de cisão feito pelo Itaú para que os acionistas do banco passassem a ser sócios indiretos da XP. A Newco tem hoje pouco mais de 41% da XP.

Curley é americano, teve participação importante na montagem da operação da Merrill Lynch no Brasil nos anos 90, administrou um fundo com seu nome nos Estados Unidos e em 2011 foi chamado pela XP para montar a XP Securities. Ele diz no processo, que corre na Justiça paulista, que teria direito a 12,5% na XP Holding por conta dos termos do acordo de sua contratação para montar a unidade em Nova York da corretora. É uma briga antiga e que a XP diz que acabou quando fez um acordo com o executivo na Justiça americana. “Essa ação tenta requentar demanda já analisada e resolvida na Justiça dos EUA há 6 anos. Portanto, não há nada mais a ser dito a respeito”, disse a empresa em nota. Curley saiu da XP em 2012, quando então entrou com a tal ação que resultou no acordo. Na época, ele pedia 5 milhões de dólares de indenização.

Neste novo processo, Curley diz que tem direito a uma parte do que o Itaú pagou para comprar a XP, em 2017. Ou seja, um negócio que aconteceu cinco anos depois de sua saída. O próprio Itaú foi arrolado como parte no processo movido agora pelo ex-XP. 

Quando Curley entrou na XP, em 2011, ainda faltavam muitos anos para a corretora virar a estrela que virou, valendo hoje mais de 20 bilhões de dólares na Nasdaq. Ao dólar de hoje, a XP vale mais de 114 bilhões de reais. A corretora virou um negócio tão bom, que outro dia o Itaú vendeu apenas 5% da participação que detém na corretora e já saiu com quase tudo o que tinha investido para comprar quase metade da XP, há 3 anos. Na época, o Itaú pagou cerca de 6 bilhões de reais por 49% da empresa. 

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