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Ex-funcionários de Mubarak são acusados por escassez de gasolina no Egito

Cairo, 16 jan (EFE).- O Egito vive uma escassez de gasolina e butano pela qual foram acusados nesta segunda-feira ex-membros do antigo regime de Hosni Mubarak, interessados em intimidar a população com o desabastecimento.

O deputado Hatem Azam, membro da coalizão Aliança Democrática do Egito, pediu aos ministros de Subvenção, Interior e Petróleo que combatam esses ‘complôs’ e apresentem à Justiça aqueles que tentam provocar uma crise da gasolina e do butano.

Em vários postos de diversos bairros do Cairo houve nos últimos dois dias longas filas de veículos esperando para abastecer, enquanto outros tiveram que fechar por não terem combustível.

Em declarações à Agência Efe, Azam acusou seguidores ‘corruptos’ do antigo regime de gastarem ‘milhões de libras’ para comprar gasolina e butano subsidiados e intimidar a população e fazê-la relacionar a crise com a mudança democrática pela qual o país passa após a revolução egípcia.

O deputado, cuja coalizão é liderada pelo Partido Liberdade e Justiça da Irmandade Muçulmana, vencedor das recentes eleições legislativas, afirmou que os responsáveis do Ministério do Petróleo garantiram que não há nenhum problema na produção nem na distribuição de gasolina e butano.

Segundo esse parlamentar, os seguidores de Mubarak compram os produtos petrolíferos para exportá-los, levá-los ilegalmente para o exterior ou vendê-los no mercado negro.

Por isso, Azam pediu ao novo Parlamento egípcio que revise as políticas de subsídio e distribuição de combustível para beneficiar os que precisam e não os traficantes. EFE