Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Ex-contador da Dolly é alvo de busca e apreensão

A Dolly acusa o ex-contador de desviar mais de 100 milhões de reais do grupo

Por Da redação 19 out 2017, 18h17

A Polícia Civil realizou busca e apreensão na casa do ex-contador da Dolly Rogério Raucci. A empresa acusa o sócio da RD Assessoria Contábil de desviar mais de 100 milhões de reais do grupo.

Em sua decisão, o juiz Antonio Balthazar de Matos, da 4ª Vara Criminal do Foro de São Bernardo do Campo, determina o bloqueio das contas bancárias de Raucci, de sua mulher e empresas no valor de até 8,041 milhões de reais.

O juiz determina ainda que sejam solicitadas informações ao Banco Central sobre remessas de Raucci e família para o exterior.

O advogado da Dolly, José Valmi Brito, diz que a apreensão é importante para garantir o ressarcimento das perdas provocadas por Raucci ao patrimônio da empresa. “É preciso garantir que ele e sua quadrilha não passem os bens para o nome de outras pessoas nem enviem recursos para o exterior”, afirmou à VEJA.

Continua após a publicidade

Segundo ele, há informações que uma parte dos bens da família já foram transferidos para o nome de outras pessoas. A empresa afirma que ele adquiriu mais de 30 carros de luxo, entre eles uma Maserati, um BMW 750, um Porsche Cayenne, dois Porsche Cayman, um Corvette, um Mercedes S500, duas Mercedes SLK, um Dodge Ram, um Chevrolet Suburban e dois Mini Cooper. Ele também usava os recursos desviados para manter seus filhos como pilotos de automobilismo.

Raucci começou a prestar serviços para a Dolly em 2001. O caso veio à tona após um dos sócios do contador fazer um acordo de delação premiada e revelar as fraudes cometidas por Raucci.

Em maio, o proprietário da Dolly, Laerte Codonho, disse à VEJA que demorou para descobrir que estava sendo enganado pelo contador. “Ele era uma tido como uma pessoa de confiança, almoçava com a gente duas vezes por semana.”

Segundo ele, o contador falsificou vários documentos, como guias de arrecadação estadual e decisões trabalhistas. “Foram mais de 200 decisões trabalhistas falsificadas. A empresa ganhava a ação, mas ele apresentava uma sentença informando que tínhamos perdido. E aí pagávamos a ele”, disse Codonho. “É importante falar sobre isso, pois outros empresários podem estar sendo vítimas do mesmo golpe.”

Uma operação da Secretaria da Fazenda de São Paulo chegou a fechar fábricas da Dolly por conta das dívidas tributárias com o Estado, que chegavam a 2 bilhões de reais. Após acordo, as unidades foram reabertas.

Raucci não foi localizado para comentar a decisão e a acusação de desviar dinheiro da Dolly

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)