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Europeus revelam pessimismo sobre crise, mas esperam manter emprego

Bruxelas, 29 nov (EFE).- Mais de dois terços dos europeus não acreditam que a crise econômica terminará em breve, mas a maioria espera manter seu emprego durante os próximos anos, segundo os resultados de uma pesquisa publicados nesta terça-feira.

No total, 71% dos cidadãos da União Europeia (UE) continuam sem ver uma saída para a crise nos próximos meses, apesar de a maior parte deles esperar que a situação não afete diretamente seu emprego.

De fato, 82% das pessoas com um emprego esperam mantê-lo durante os próximos meses, enquanto 15% se mostram pessimistas em relação a esse assunto.

Os dados, no entanto, escondem uma grande diferença entre os países. Na Espanha, por exemplo, 33% dos entrevistados se declaram pouco ou nada confiante em manter seu emprego nos próximos meses, porcentagem que sobe para 54% na Grécia.

Por outro lado, 95% dos entrevistados na Suécia esperam manter seu emprego nos próximos meses.

A crise também teve um claro impacto em termos de pobreza para os europeus, já que quase nove de cada dez europeus consideram que nos últimos anos esse problema aumentou em seus países.

No caso de alguns Estados-membros, como a Espanha e a Grécia, quase todos os entrevistados (98% e 99%, respectivamente) acreditam que seu país está mais pobre do que há três anos.

Em toda a UE, apenas 22% dos indagados consideram que está sendo feito o suficiente para combater esse problema.

A perda de confiança também afeta o papel que as instituições comunitárias desempenham na geração de novos postos de trabalho e o combate ao desemprego. Apenas 55% dos entrevistados consideram que Bruxelas tem um impacto positivo nesse assunto, 17 pontos a menos do que há dois anos.

A queda é grave principalmente em países como a Espanha, onde o apoio ao papel da UE em relação à criação de empregos caiu 40 pontos desde 2009, até chegar a 44%.

As piores porcentagens foram registradas na França e em Portugal, onde apenas 37% dos entrevistados consideram que a UE ajuda a criar novos empregos e a combater o desemprego. EFE